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Último ciclo de recriações históricas no Castelo do Rei Wamba em Ródão

O ciclo de recriações históricas com base na lenda do rei Wamba termina no próximo fim de semana, dias 2 e 3 de junho, sendo esta a última oportunidade para assistir a este evento que tem por cenário o Castelo, situado na margem norte das Portas de Ródão, e a natureza que o envolve.
As recriações ocorrem na tarde de sábado e domingo, entre as 15h e as 20h, havendo lugar a três teatralizações em cada dia.
O acesso ao local é garantido por um autocarro disponibilizado pelo Município e tem como ponto de partida a Casa de Artes e Cultura do Tejo.
A presença de grupos deverá ser feita por marcação, através do endereço de e-mail turismo@cm-vvrodao.pt.

Cartaz das recriações da história do Rei Wamba

A lenda do Rei Wamba

Segundo a lenda, Wamba era um rei visigodo e senhor das terras da margem norte do Tejo, que reinou entre 672 e 680 e tinha como inimigo o rei mouro, que dominava a margem sul.
Na ausência do marido, a mulher de Wamba apaixonou-se pelo rei mouro e os dois namoravam sentados em cadeiras de pedra, cada um do seu lado do rio.
Ora, para ir buscar a rainha cristã, o rei mouro escavou um túnel por baixo do Tejo, mas falhou os cálculos e o túnel saiu na escarpa sul, acima do nível da água.
Ainda assim os amantes conseguiram fugir.
Descoberta a traição, o rei Wamba disfarçou-se de mendigo e foi ao castelo mouro, sendo reconhecido pela rainha adúltera que fingiu escondê-lo, apenas para depois o denunciar.
Como último pedido antes da morte, Wamba rogou poder soprar o corno que trazia consigo.
Era um sinal para que os seus filhos e respetivos soldados avançassem sobre o castelo mouro, conseguindo levar de volta a rainha, que, depois de julgada, foi condenada a ser atada à mó de um moinho e atirada a rebolar pela escarpa abaixo até ao Tejo.
Reza a lenda que, fruto da maldição da rainha, no sítio onde passou a pedra, nunca mais cresceu qualquer vegetação até aos dias de hoje.
 
 
 
 

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