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BeiraNews | Fevereiro 23, 2020

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PCP de Castelo Branco exige que Ministério Público investigue presidente da Câmara

PCP de Castelo Branco exige que Ministério Público investigue presidente da Câmara
José Lagiosa

O PCP de Castelo Branco exigiu hoje que o Ministério Público exerça as medidas e as investigações necessárias para apurar a dimensão das situações eventualmente ilegais na sequência do caso que envolve empresas do pai do presidente da Câmara.

“Exige-se que as entidades competentes, neste caso o Ministério Público, devem exercer as medidas/investigações necessárias para apurar a dimensão das situações ilegais, de modo que os munícipes possam ter confiança nos seus eleitos”, refere em comunicado enviado à agência Lusa o PCP de Castelo Branco.

Em causa está uma notícia divulgada recentemente pelo jornal “Público”, na qual se lia que o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia (PS), assinou dois contratos com uma empresa detida pelo seu pai, situação que pode colocar em risco o seu próprio mandato como autarca.

Na resposta ao jornal, Luís Correia falou em “lapso evidente e ostensivo”, e explicou que o último daqueles dois contratos, o de 2015, “apesar de ter sido mantido na plataforma eletrónica” dos contratos públicos, foi por si anulado depois de constatar “o lapso cometido”.

Os comunistas explicam que se têm debatido pela ética, responsabilidade e transparência no exercício de cargos públicos e adiantam que esperam mais desenvolvimentos sobre o caso, reservando para mais tarde “uma apreciação mais desenvolvida e apurada” sobre o assunto.

“Desde há muito tempo que havia rumores que apontavam para atos menos transparentes na condução da gestão municipal da Câmara Municipal de Castelo Branco”, lê-se no documento.

O PCP explica que apesar de não ter cargos de vereação, mas apenas representação na Assembleia Municipal de Castelo Branco, tem vindo a denunciar situações menos claras, algumas delas “congeladas” nas gavetas e que até à data não mereceram as devidas e prometidas respostas.

“Lembramos que as situações referidas e relativas à gestão do município, além de mostrarem ser atitudes pouco consentâneas com uma gestão transparente, são também mais um enorme motivo de dúvida e criam na opinião pública sérios juízos de intranquilidade”, sustentam.

Consideram também que as notícias publicadas na imprensa nacional que apontam para atos considerados ilícitos, praticados na anterior e atual gestão, ambas presididas por Luís Correia, “ganham uma dimensão muito mais significativa, preocupante e contundente”.

*Lusa

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