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“Mein Kampf” de Bruno ou o descalabro de um clube com 112 anos

A minha condição de simpatizante do Sport Lisboa e Benfica, nunca me toldou a clarividência, para pensar pela minha própria cabeça, ter sentido crítico em relação a fanatismos e manter-me equidistante de discussões estéreis.
Colocadas estas premissas de forma a não deixar dúvidas a ninguém, vamos então falar sobre o momento triste, diria até perigoso em que se encontra o Sporting Clube de Portugal, através de decisões e atos perpetrados por um senhor que dá pelo nome de Bruno de Carvalho.
Não sei, nem me interessa, o que esse senhor tem andado a ler, nos últimos meses, mas parece-me que não andarei muito longe, ao imaginar que possa ser o livro de Adolf Hitler “Mein Kampf”, em português “A Minha Luta”, onde o ditador nazi explanou o seu pensamento e a sua metodologia de acção.

José Lagiosa

Hitler tinha um pensamento simultaneamente conciso e repetitivo, uma salganhada de “idées reçus” e revelações, um pensamento de segunda, repleto de força. E depois deu no que deu!
Tenho vindo a acompanhar o desenvolver da situação no Sporting e constato que, realmente Bruno de Carvalho tem um discurso onde revela, o seu pensamento conciso e repetitivo, só travado por uma decisão judicial que tenta repor a normalidade no clube, embora já tenham sido cometidos numerosos atos de gestão que vão custar caro, a um clube que com 112 anos de existência, mereceria mais respeito da parte dos “generais”, leia-se dirigentes, que vinham dando cobertura e quorum a um homem que, perdeu completamente, o norte quando descambou e deu cobertura a atos violentos contra os seus ativos, leia-se jogadores, com as inevitáveis consequências que daí advieram, com prejuízo, necessariamente desportivo e agora com o desbaratar dos ativos mais valiosos do clube.
E com isto lá se vão arrastando centenas, de seguidores fanáticos uns, outros porventura “cegos”, em direcção a um final triste e perigoso.
Não sei o que se passa na cabeça de Bruno de Carvalho. O que sei é que a situação ultrapassou todos os limites do razoável, prejudicou, vamos ver até onde, o clube e a SAD e porventura seria perfeitamente razoável uma acção de imputabilidade para, no mínimo, observar clinicamente o homem e aferir da sua verdadeira saúde mental.
Se o homem está doente, trate-se. Se não está doente terá de prestar contas judicialmente, para tentar avaliar a dimensão dos estragos, os visíveis e os, por enquanto, invisíveis e tirar as ilações que decorrem da lei para todos os cidadãos.
Ninguém pode estar acima da lei e se passamos a vida a responsabilizar tudo e todos por atos menores, Bruno de Carvalho tem de responder, juntamente com os que o têm vindo a acompanhar, judicialmente, se for esse o caso.
A bem da justiça, do património do clube e do futebol português!

*José Lagiosa, diretor do beiranews.pt

 

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