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Terça-feira, Junho 15, 2021
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António Martins Moreira lança livro “Memórias de um Alferes”

Edição Município de Idanha-a-Nova

António Martins Moreira, natural de Penha Garcia, acaba de lançar o livro “Memórias de um Alferes”, um testemunho notável, na primeira pessoa, sobre a Guerra Colonial.
É uma edição do Município de Idanha-a-Nova que, neste gesto, presta homenagem a todos os combatentes que, nos vários momentos da história do nosso país, serviram a Pátria.
O livro foi lançado na Sala de Sessões da Câmara de Idanha-a-Nova, no dia 22 de junho. Na sua intervenção, António Martins Moreira afirmou que esta obra “retrata a presença na Guiné da Companhia de Artilharia 1690, aquela que mais baixas teve em toda a Guerra Colonial”.
Num discurso emocionado, o autor falou sobre o “martírio” vivido por esta Companhia que “teve três capitães e nove alferes, mas só dois sobrevivemos. Embarcámos 177 militares a 8 de abril de 1967, desembarcámos apenas 98 no dia 9 de março de 1969 [no final da comissão de serviço]”.

Capa do livro de António Martins Moreira

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, realçou que “as dificuldades descritas pelo Alferes Moreira foram sentidas por muitos outros combatentes portugueses”. Para o autarca, editar esta obra “é um ato de justiça para com aqueles que em nome de Portugal e dos portugueses lutaram e sofreram na Guerra Colonial, mas também para com as gerações futuras a quem temos o dever de transmitir a real história de Portugal”.
A apresentação do livro esteve a cargo do Coronel de Infantaria Raul Miguel Socorro Folques, condecorado ao mais alto nível, para quem esta obra “é um depoimento muito importante porque ajuda a conhecer um período ainda mal estudado da nossa história e, ainda, por nos revelar uma companhia que deve ombrear com as mais excelentes das nossas campanhas em África”.
Nascido em Penha Garcia, António Martins Moreira foi um dos muitos portugueses chamados a combater na Guerra Colonial e se dispuseram a morrer pela Pátria. Na Guiné, integrou a Companhia de Artilharia 1690, e entre 1967 e 1969 viveu momentos de sofrimento, abnegação e camaradagem como tantos outros naquele conflito.

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