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BeiraNews | Fevereiro 17, 2020

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Fundão debate arqueologia, museus e comunidades

Fundão debate arqueologia, museus e comunidades
José Lagiosa

A Câmara Municipal do Fundão, através do seu Museu Arqueológico José Alves Monteiro, organiza em pareceria com a ADXISTUR- Rede das Aldeias de Xisto e da RIBACUDANA, hoje e amanhã dias 15 e 16, no Fundão e na Barroca, a Mesa Redonda “Arqueologia, Museus, Território e Comunidades”.

O evento que vai congregar investigadores e instituições que desenvolvem projectos de Arqueologia em comunidade e em Museologia participativa.

Segundo os organizadores, “o apelo à participação e ao envolvimento das comunidades em projectos de Arqueologia e Museologia, conduz à definição de objectivos e ao desenvolvimento de metodologias que facilitem a articulação dos vários actores sociais no processo de construção do seu Património. A Arqueologia pode promover a transformação social. Para isso, a prática arqueológica deve responder às necessidades sociais, com fins científicos e princípios éticos, que desenvolvam a participação comunitária e convertam os museus em espaços de cooperação, intercâmbio e de debate”.

Oriundos de vários centros do saber e de vários projectos de arqueologia e de museologia participativa em curso na península Ibérica estarão participarão no evento nomes como Raquel Vilaça, Juanjo Polido, José Paulo Francisco, Tiago Gil, João Caninas, Pedro Pereira Leite, Luís Raposo, Filomena Barata , João Paulo Avelãs Nunes, Juan Pablo López García, Miguel Serra, Eduardo Porfírio, Susana Gómez-Martínez , Maria do Carmo Mendes, Xurxo Ayán, António Pinto Pires, José Adrião, Luís Manuel, Sabah Walid, Rui Simão e Pedro Miguel Salvado.

Açude na Barroca

Para Alcina Cerdeira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Fundão “no ano Europeu do Património Cultural recebemos esta reunião no nosso salão nobre para reforçar o empenho da autarquia na defesa do património colectivo do Fundão e numa das freguesias que apresenta uma maior diversidade patrimonial: a aldeia do xisto da Barroca, para afirmar a perspectiva territorial deste encontro científico. Queremos ouvir e aprender com estes especialistas. A Barroca é detentora de uma riqueza cultural que percorre a pré-história com as gravuras paleolíticas até à época contemporaneidade coma as tradições únicas da Semana Santa como a Procissão das Pinhas. Esta rica realidade identitária está ser devidamente estudada e inventariada e dará origem a uma unidade de interpretação patrimonial que será enquadrada na rede de casas temáticas”.

Já para Pedro Salvado, director do Museu do Fundão, este encontro cumpre uma das funções deste espaço museológico “como um campo de cultivo e de partilha, uma fronteira porosa que religue os tempos com as comunidades. Ansiamos que o Museu do Fundão seja um Museu do território, conjugando escalas, e que assuma como um espaço de interrogação dos tempos contribuindo para a descodificação da nossa paisagem cultural. No fundo, o que interessa é a interrogação do presente, assumimos a arqueologia contemporânea como uma ciência que actualiza o conhecimento e que contribui para o envolvimento das comunidades na gestão dos seus patrimónios e memórias. Museu território Fundão: menos sala, menos peça, mais paisagem e mais comunidade, é este o nosso desígnios que esta mesa-redonda nos vai possibilitar solidificar”.

 

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