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Verão chegou disfarçado de outono

Decididamente as estações do ano já não são aquilo que já foram!
De ano para ano, sentimos alterações aparentemente casuais, mas que uma análise mais profunda denota, modificações substanciais, daquilo que se verificava há muitos anos, quando ainda éramos umas crianças.

José Lagiosa

Uma das grandes diferenças que conseguimos vislumbrar facilmente, são as estações do ano, com diferenças que não passam desapercebidas ao cidadão comum.
Estamos quase a meio de julho e temos tido tudo menos Verão, pese embora um aumento de temperaturas nos últimos três dias.
De resto, chuva, vento e frio têm sido apanágio nestes últimos meses.
Apesar destes três dias que antecedem a escrita destas palavras, as previsões para o resto da semana que agora começa não são nada animadoras.
Este é um comportamento das condições atmosféricas que se tem vindo a acentuar, a um ritmo preocupante, na última década.
Se até aqui, ainda se pensava que era um fenómeno circunstancial, parece agora, não haver dúvidas que é um dado adquirido, fruto de todos os malefícios que a humanidade tem sido pródiga em produzir.
Afinal, o que queremos e para onde vamos?
O Homem é especialista em criar destruição e desordem.
Não admira pois, que um dia chegasse a vez da atmosfera e dos fenómenos que a ela estão directamente interligados.
A questão é que, contrariamente a outras situações do passado, estas anomalias e alterações climáticas chegaram a um ponto em que se tornaram irreversíveis.
Nada que os cientistas não tivessem antecipado e previsto, ao ponto de a NASA ter desenvolvido o programa Marte, que consiste fundamentalmente em investigar e estudar a hipótese do planeta mais próximo da Terra, reunir condições, naturais [essas já se sabe que não existem] ou “fabricadas” que permitam desenvolver mecanismos e condições para colónias de habitantes da Terra e assim preservar a espécie humana, mesmo que em condições adaptadas e pouco condizentes com o que sempre aqui tivemos no nosso planeta.
Não sei até que ponto isso será possível, em tempo útil.
O que realmente sei, é que já não estarei por cá nesse momento, se ele vier a acontecer, mas espero sinceramente que ainda possamos inverter a situação [alguns já se atrevem a falar em irreversibilidade] e salvar o planeta.
Aconteça o que acontecer, o futuro depende de nós e uma coisa é certa, em Portugal este ano p Verão chegou disfarçado de outono.

*José Lagiosa, diretor do beiranews.pt

 
 

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