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Terça-feira, Junho 15, 2021
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Reaprender, com urgência, a conduzir em Castelo Branco

Parece brincadeira mas infelizmente não é. Há muito que vinha a reparar que cada vez mais, se conduz pior, e falo em termos genéricos, em Castelo Branco.
Se já tinha essa perceção, agora tenho cada vez mais a convicção.
Um dia destes resolvi fazer uma avaliação de como se conduz e fui durante mais de uma hora para a Rotunda Europa, para testemunhar quais eram os comportamentos dos condutores na circulação, desde a abordagem até à saída, dentro deste espaço, que como as outras tem, bem definidas, as regras no Código da Estrada.

José Lagiosa

No final da observação, constatei que 90% dos condutores, entravam na Rotunda de forma errada, circulavam indiscriminadamente em qualquer uma das três faixas, independentemente da saída que queriam usar.
Desde de entrarem na segunda ou terceira faixa, para logo saírem na primeira saída, como o inverso, vi de tudo.
Inacreditável. Pensei com os meus botões e só consigo apontar duas ou três razões para tais comportamentos.
Ou os condutores albicastrenses desaprenderam completamente o que lhes foi ensinado, nas Escolas de Condução, ou os instrutores das mesmas estão a precisar urgentemente de reciclarem os seus conhecimentos.
Mas mais grave ainda, é saber como é que tantos jovens, com “carta” há poucos anos, obtiveram as respetivas licenças.
A não ser que o crivo nos exames de condução ande, por cá, muito pouco exigente.
E para quem tenha dúvidas, aconselho vivamente um exercício similar ao que fiz. E vão ver que a situação é deveras preocupante.
Às autoridades, aconselho vivamente e com o devido respeito, a que procedam ao mesmo exercício numa atitude mais preventiva do que punitiva.
A prevenção em questões rodoviárias funcionou sempre, quando exercida em primeira escolha, mais positivamente do que a punição pura e dura.
Afinal o que está em causa é, a segurança de todos ou pelos do maior número possível de cidadãos.
Já vão, mais de uma dezena de anos, louvei publicamente, sob a forma de uma crónica, a postura com cariz preventivo adotada em Castelo Branco, pelo então Comandante da PSP, ao começar com a prática de anunciar a data, horas e locais onde eram colocados os radares, no perímetro urbano, o que valeu um reconhecimento simpático do mesmo, ao mandar afixar num dos placares existentes no edifício, o dito escrito.
O Comandante era o já reformado Superintendente José Martins Cruz.
Agora já me satisfazia que, se chegarem a ler este texto, pudessem fazer a experiência, que nele sugiro.
Ganhava, a PSP, ganhavam os albicastrenses e ganhava, garantidamente, a segurança rodoviária na cidade.

*José Lagiosa, diretor beiranews.pt

 
 
 

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