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BeiraNews | Junho 2, 2020

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“Capitão fruta”, uma alternativa saudável ao tradicional bolo na praia

“Capitão fruta”, uma alternativa saudável ao tradicional bolo na praia
José Lagiosa

Pela praia de São João da Caparica, Mário grita “olha a fruta fresca”, anunciando a presença do “Capitão Fruta”, uma alternativa saudável à tradicional bola de Berlim que já está disponível nos areais da Costa da Caparica.

Remetendo para o imaginário de um herói que pretende, sobretudo, chegar até aos mais novos, o “Capitão Fruta” vai percorrer durante o verão a Caparica (no concelho de Almada, distrito de Setúbal) vendendo salada de fruta e sumos naturais.

Para já, são quatro os jovens que carregam uma mochila refrigerada com cinco/seis quilos de fruta da época, limonada e sumo ‘tutti-frutti’.

“Olha a melancia. Olha a meloa. É só fruta da boa”, apregoa Mário, um dos jovens que vestem a camisola do “Capitão Fruta” e que explicou à agência Lusa tratar-se de um produto que se vende por si próprio – nem seria preciso chamar a atenção dos veraneantes com as frases chamativas.

Para já, são quatro os jovens que carregam uma mochila refrigerada com cinco/seis quilos de fruta da época, limonada e sumo ‘tutti-frutti’.

“Olha a melancia. Olha a meloa. É só fruta da boa”, apregoa Mário, um dos jovens que vestem a camisola do “Capitão Fruta” e que explicou à agência Lusa tratar-se de um produto que se vende por si próprio – nem seria preciso chamar a atenção dos veraneantes com as frases chamativas.

“Identifico-me com o projeto. É uma onda saudável na praia. E acho que é um produto que se vende mesmo sem nós o vendermos”, diz o ‘capitão’ de 26 anos, reconhecendo que “será mais vendido em dias quentes”.

Nas praias da Caparica desde 15 de junho, o projeto nasceu, segundo António Malta, um dos quatro sócios, da necessidade que identificaram de haver fruta na praia. Já com alguma experiência em venda de sumos naturais, o responsável explica que o projeto está a dar os primeiros passos e a limar arestas.

“Tem estado mau tempo, ainda não tirámos as devidas conclusões, o tempo não tem ajudado. No entanto, no domingo passado percebemos que pode tornar-se impossível a logística de distribuir fruta de praia em praia”, refere António Malta, admitindo que, com as praias cheias de pessoas, é difícil sair para ir fazer o abastecimento de fruta fresca fora.

Quanto à aceitação dos veraneantes, António, Mário e Bernardo, outro dos jovens ‘capitães’, são perentórios: as pessoas estão a aderir “muito bem”, apesar de o tempo “não estar a ajudar muito”, já que ainda não houve muitos dias de muito calor.

“Em julho esperamos já ter tudo montado, finalizar o sistema de confeção da salada de fruta e dos sumos mais perto”, perspetiva António Malta, enquanto Mário reconhece que “todos os projetos novos têm de ir progredindo, nunca baixando os braços”.

Bernardo, ‘capitão’ de 27 anos, reconhece que o “sonho de muita gente é ter um escritório na praia” e, apesar de ser “cansativo e puxado” andar durante várias horas no areal carregado, o trabalho é ao mesmo tempo “revitalizante”.

“O caminhar é desgastante, mas a pouco e pouco vamos ganhando resistência”, diz, lembrando que até “dá para fazer uma pausa, dar um mergulho e descansar um pouco” ao longo da jornada.

“Andamos a vender saúde e nós termos também saúde é bom. Não andamos aqui só para arrecadar números”, frisa.

Pablo Bruno, arquiteto e designer da marca e outro dos sócios, explica à Lusa que este é também um projeto com “consciência ambiental” e com “preocupações saudáveis”, por isso recorre-se a fruta da época e alguma biológica. Embora não possam evitar o plástico das suas embalagens, estão a pensar em algumas medidas.

“Não se trata de substituir o plástico, porque não o conseguimos fazer, mas vamos implementar em julho algumas campanhas dizendo às pessoas que nos tragam determinado número de plásticos para trocar por brindes de verão. Ajudar a consciencializar para a reciclagem”, indica Pablo.

Paulo Almeida, na praia com as filhas e algumas amigas destas, ficou rendido ao projeto, considerando que vai no “caminho correto” daquilo que segue em casa: dar uma alimentação saudável.

“De certeza que vamos consumir mais fruta. Eles são superdivertidos, uma equipa superengraçada, que chama a atenção, têm sempre um sorriso e sabem cativar as crianças”, diz Nuno Silva, também a aproveitar o dia de praia, adiantando que num dia a família vai comer uma bola de Berlim e noutro dia a fruta, equilibrando as alternativas.

Nuno Silva, outro veraneante que também experimentou a novidade no areal da Caparica, entende que o projeto poderá tornar-se numa alternativa efetiva.

“Ainda está muito incutido a bola de Berlim na praia e não a fruta, mas aos poucos as pessoas vão começar a ter outro tipo de ideia e a optar por algo mais saudável, vão começar a comer mais fruta”, comenta.

Artur Palma, também na praia também com os filhos, reconhece que o projeto é uma “boa iniciativa” levando ao areal produtos naturais “em vez das bolas de Berlim, de que toda a gente gosta, mas que têm muito açúcar”.

A dar o exemplo desde pequenino, Manuel, de 04 anos, na praia com os pais e o irmão Mateus, não hesitou em responder para a câmara que prefere a fruta ao tradicional bolo da praia.

*Lusa / Foto: INÁCIO ROSA

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