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Quarta-feira, Junho 16, 2021
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Suor, coragem e lágrimas

Beja-Portalegre e Sertã-Oliveira do Hospital.

Se lhe juntarmos a etapa de hoje, com partida da Guarda e chegada às Penhas Douradas na Serra da Estrela, são três etapas e outros tantos dias, que os ciclistas da 80ª Volta a Portugal, resistiram, com suor, muita coragem e algumas lágrimas, a temperaturas brutais, impróprias para uma prática desportiva com, a violência física necessária para suportar, dezenas e dezenas de quilómetros debaixo de um sol abrasador.

José Lagiosa

Mas os campeões e os heróis fazem-se de episódios destes e de outros equivalentes pelo que os que resistirem e atingirem o final da etapa de hoje são já os heróis desta edição da prova.
Muito se questionou se a etapa de sexta-feira deveria ter tido lugar ou, como alguns defenderam, devia ter sido anulada.
É uma questão que mais tarde os especialistas em desporto, nomeadamente os mais ligados à prática do ciclismo, os técnicos de saúde, mas igualmente os atores da organização deste tipo de provas terão de analisar, discutir e tirar conclusões para o futuro.
Quando os alertas para a população em geral, são muitos e insistentes, pergunta-se se os atletas, só porque o são estão preparados, física e mentalmente para situações anómalas como as que vivemos com esta onda de calor, em muito dos lugares deste país a bater recordes de máximas nas temperaturas do ar.
Se pensarmos que no alcatrão das estradas, essas temperaturas registadas oficialmente nos termómetros dos postos meteorológicos, são por norma mais elevadas, imagine-se o sacrifício e o desgaste violento a que estiveram sujeitos homens que, tirando uma maior preparação física, não deixam de ser iguais a tantos de nós, com limites físicos, nomeadamente no que diz respeito à resistência física ao excesso de calor.
Ainda é cedo, para tirar conclusões mais detalhadas de eventuais mazelas deste esforço gigantesco que foi exigido ao ciclista.
Bem sei, até porque o conheço, que o diretor da prova, o antigo corredor profissional e vencedor da prova, Joaquim Gomes, deve estar na posse de relatórios médicos que de uma forma ou outra o devem ter decidido a manter o calendário como estava há muito delineado e programado, mas mesmo assim, pergunto se não teria sido mais prudente outro tipo de solução.
Agora é esperar que tudo corra bem, até à etapa final em Fafe, com um êxito desportivo, não só das equipas que tudo apostam na prova rainha do ciclismo nacional, mas principalmente dos intérpretes principais deste evento tão popular que é a Volta a Portugal em bicicleta.

*José Lagiosa, diretor beiranews.pt

 
 

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