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Espólio da escavação da Anta do Cão do Ribeiro entregue ao Município de Proença

Os artefactos encontrados durante a escavação arqueológica da Anta do Cão do Ribeiro, em exposição no auditório municipal, foram formalmente entregues ao Município de Proença-a-Nova pela equipa de arqueólogos que dinamizou os trabalhos, no âmbito do Campo Arqueológico Internacional de Proença-a-Nova (CAIPN).
João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, referiu que os mesmos integrarão a futura Casa da Memória e da Cultura que será construída no antigo edifício da GNR, no Largo da Devesa, obra que se encontra em projeto.
Os instrumentos em pedra lascada, pedra polida e pedra afeiçoada, a conta de colar, os pedaços de cerâmica ou o artefacto simbólico são os primeiros a ficar na posse do Município, aos quais se irão juntar os restantes vestígios resultantes das escavações em curso nos diferentes locais arqueológicos em estudo: Forte das Batarias (Catraia Cimeira), Anta do Cabeço da Anta e Anta do Cimo do Vale do Alvito (Moitas) e Castelo do Chão do Trigo (Peral).
A entrega simbólica foi realizada durante o colóquio “Património e Arqueologia no Concelho de Proença-a-Nova” que, no dia 11 de agosto, juntou arqueólogos e especialistas de outras áreas que estão a investigar o património histórico do concelho.
“Os campos arqueológicos são um trabalho que diferencia o Município de Proença-a-Nova”, afirmou João Lobo na sessão de abertura, destacando os 152 alunos que já passaram pelas sete edições de CAIPN (101 portugueses e 51 estrangeiros).
Este modelo de campo arqueológico, que incide na formação de futuros arqueólogos, acaba por ter outros benefícios: “estes estudantes levam consigo um pouco do que é este território, das suas tradições e gentes, daquilo que podemos oferecer e, ao mesmo tempo, tornam-se embaixadores do nosso concelho”, afirmou.
Os trabalhos já desenvolvidos permitiram preparar dois locais arqueológicos para visita ao público (a Anta do Cão do Ribeiro e o Forte das Batarias), estando a decorrer escavações naquela que é a maior anta do território da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.
Para o presidente da Câmara, é fundamental o maior conhecimento que se vai tendo do concelho. “A importância deste campo para o Município é conhecermos os homens e as mulheres que passaram no território, alguns mais recentemente – há 250 anos – outros lá mais atrás, que definem aquela que foi a nossa evolução, mas, acima de tudo, fazem evoluir no presente o nosso território”, considera João Lobo.
No final do ano, o Município irá apresentar a monografia sobre a Arqueologia e o Património Tradicional no concelho de Proença-a-Nova, uma vez que muito deste estudo integra já o PDM de Proença-a-Nova na Carta do Património.
Em colaboração com a Associação de Estudos do Alto Tejo, continuam a ser desenvolvidos trabalhos de prospeção que têm dado frutos: em 2015, foram descobertos três sítios com achados do período da pré-história antiga (Paleolítico), um deles, uma pintura rupestre de um equídeo nas Portas do Almourão.
Da pré-história recente (neolítico e idade do ferro) foram identificados 55 sítios arqueológicos e da época romana e medieval, 50 sítios ou monumentos.
Já na época moderna e contemporânea, são 311, os locais considerados de importância histórica, onde se destacam os moinhos de água e de vento, igrejas ou uma serração movida a água.

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