Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Agosto 23, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Combate às chamas em Monchique vai ser reforçado com dois aviões Canadair de Espanha

Combate às chamas em Monchique vai ser reforçado com dois aviões Canadair de Espanha
José Lagiosa

O combate às chamas em Monchique vai ser reforçado com dois aviões Canadair disponibilizados pelo Governo espanhol, que poderão começar a atuar já durante a tarde, disse hoje o secretário de Estado da Proteção Civil.

Neste momento, o Governo espanhol já disponibilizou dois Canadair. Caso haja condições de atuar, hoje mesmo à tarde, provavelmente, já cá teremos os dois”, adiantou Artur Neves aos jornalistas, durante um balanço da situação do incêndio, perto das 10:00.

Durante a manhã, os meios aéreos estiveram impossibilitados de atuar, devido ao intenso fumo originado pelo incêndio, mas prevê-se que comecem a atuar logo que o fumo se dissipe, disse na ocasião o segundo comandante operacional distrital, Abel Gomes.

A falta de visibilidade também dificultou a avaliação das áreas afetadas pelo fogo por parte das autoridades, que ao início da manhã realizaram um voo de reconhecimento sobre a serra de Monchique.

“O reconhecimento aéreo não nos permitiu ver muito aquilo que nós, em pormenor, queríamos ver, porque o fumo não permitia. Fizemos um reconhecimento muito mais alargado do que aquilo que era o objetivo, em termos de distância”, sublinhou.

Questionado pelos jornalistas sobre a defesa das habitações perante o avanço do fogo, Artur Neves disse que a proteção junto às casas foi feita, admitindo que algumas poderão ter sido afetadas e sublinhando que a prioridade é a proteção da vida das pessoas.

“Poderá ter acontecido [habitações afetadas pelo fogo], mas a remoção das pessoas, a proteção da sua vida era a matriz principal da orientação que tinha sido dada”, referiu.

O governante enalteceu o empenho de todas as estruturas de Proteção Civil e restantes autoridades, que conseguiram “ir de casa a casa procurando remover de forma atempada os cidadãos que pudessem correr riscos”.

Relativamente à área ardida, o governante disse apenas que se trata, seguramente, de uma área “grande”, embora não seja possível precisar a extensão afetada, nem seja essa a prioridade.

“Não nos parece que seja muito importante perceber qual é a área, é grande, seguramente, mas não sabemos ainda com total rigor”, concluiu.

Às 12:00 o incêndio que pelo quarto dia lavra em Monchique estava a ser combatido por 1.160 operacionais, apoiados por 357 viaturas.

A Lusa não conseguiu confirmar se já estão entretanto reunidas as condições de segurança para a atuação dos meios aéreos.

A situação do fogo que pelo quarto dia lavra na serra de Monchique é hoje de manhã “muito mais favorável”, mas continua “muito sensível”, com vários “pontos quentes” a causar preocupação às forças de socorro e segurança.

De acordo com o segundo comandante operacional distrital de Faro, Abel Gomes, que fazia um balanço perto das 10:00, “neste momento a situação é muito mais favorável do que foi durante a noite”, mas mantêm-se “situações que são sensíveis e merecem preocupação”, havendo uma limitação no que respeita à atuação de meios aéreos, que não conseguem operar devido ao fumo intenso.

O flanco direito do incêndio está agora a progredir para as Caldas de Monchique e o flanco esquerdo na direção de São Marcos da Serra, sendo que parte da cabeça do incêndio progride em direção a sul, à Estrada Nacional (EN) 124, com “várias projeções em direção às Caldas de Monchique e ao Barranco do Barreiro, que provocaram muitas situações complicadas”.

Segundo Abel Gomes, que falava na escola onde estão os habitantes retirados das suas casas, após ter passado a “situação de emergência” que se viveu ao final do dia de domingo foi possível realizar um trabalho de “grande intensidade” que durante toda a noite empenhou todos os operacionais presentes no terreno.

O combate às chamas está, contudo, a ser dificultado pelo fumo, que impediu empenhar logo pela manhã a atuação dos meios aéreos. Estes só conseguirão operar em segurança quando o fumo se dissipar, sublinhou.

O responsável adiantou que, desde o início do incêndio, já houve 44 pessoas assistidas, 31 das quais agentes da Proteção Civil e 13 civis.

O fogo provocou até agora um total de 25 feridos, de localidades dispersas, dos quais apenas uma mulher de 72 anos está em estado grave, tendo sido transportada para o Hospital de São José, em Lisboa.

A partir das 12:00 as condições de combate às chamas podem ser dificultadas devido ao agravamento das condições meteorológicas, prevendo-se um aumento da intensidade do vento em direção a São Marcos da Serra.

Na outra frente de fogo, que segue na direção das Caldas de Monchique, a situação “ainda é muito crítica” e “sensível”, estando os meios de combate já preposicionados, faltando o apoio aéreo.

O responsável acrescentou ainda não ter confirmação de casas de habitação permanente ardidas, havendo apenas informação de algum edificado afetado, que não conseguiu precisar se são habitações, estruturas de apoio agrícola ou edifícios devolutos.

Para as 11:00 está prevista uma reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, onde participará o comandante operacional distrital, Vítor Vaz Pinto.

*Lusa / Foto: FILIPE FARINHA

 

Comentar