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BeiraNews | Junho 1, 2020

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Contradança na Covilhã com 18 espetáculos onde o movimento é o fio condutor

Contradança na Covilhã com 18 espetáculos onde o movimento é o fio condutor
José Lagiosa

A Covilhã acolhe entre setembro e outubro 18 espetáculos de companhias e artistas nacionais e estrangeiros, no âmbito do Contradança – Festival de Dança e Movimento Contemporâneo, onde o movimento é “o esqueleto e o fio condutor”.

O festival, que decorre de 14 de setembro a 27 de outubro, assume uma programação “plural”, onde mais do que a dança é o movimento contemporâneo o seu “esqueleto e fio condutor”, passando por várias linguagens artísticas, como o teatro físico, a música ou a ‘performance’, disse o diretor artístico da iniciativa, Sérgio Novo, que falava à agência Lusa à margem da apresentação do evento.

Promovido pela Associação de Teatro e outras Artes (ASTA), o Contradança procura apresentar diferentes estéticas e visões em torno do movimento, apostando não apenas em nomes internacionais como em artistas nacionais emergentes, como é o caso de Cristina Planas Leitão, de Bruno Senune e Flávio Rodrigues, notou.

O festival vai estender-se por diferentes lugares da cidade da Covilhã, mas também por outras duas localidades do concelho, como é o caso deste ano de Paul e Teixoso.

O Contradança arranca este ano a 14 de setembro, com o espetáculo “Um Clássico”, uma produção da própria ASTA, dirigida e criada pela bailarina e coreógrafa Vera Mantero, que vai decorrer no largo da Praça, em Paul.

Pelo festival, passam projetos nacionais como “Bzzzoira Moira” (16 de setembro), do Teatro e Marionetas de Mandrágora, “Romeu & Julieta” (24 de setembro), do Teatro Praga, “Orpheu 3” (28 de setembro), do coletivo vimaranense D.E.M.O., “Savar AM” (15 de setembro), da Erva Daninha, ou “Uma Outra de Si” (06 de outubro), de Teresa Fabião.

Para além de artistas e companhias nacionais, passam também pelo Contradança projetos internacionais, como é o caso de “Rojo” (26 de setembro), do brasileiro Murilo Soares, um concerto dos alemães Die Wilde Jagd (27 de setembtro), “Amor no es una Historia de” (05 de outubro), do grupo espanhol Aúpa Teatro, e “A minha família está na minha mala” (27 de outubro), da arménia Narine Grigoryan.

No evento, haverá também duas oficinas dirigidas por Miguel Pereira e Ricardo B. Marques, um “Mercado Negro” (uma espécie de feira das velharias), uma leitura dramatizada e a Feira do Livro Artístico (que decorre em dias de espetáculo no New Hand Lab).

Para Sérgio Novo, o festival tem tido uma receção “bastante boa” por parte do público, considerando que o trabalho de sensibilização e formação de públicos tem dado os seus frutos.

Depois de algumas interrupções desde a primeira edição, em 2006, devido a constrangimentos financeiros, a organização avança para este ano com o financiamento assegurado “para os próximos quatro anos” por parte da Direção Geral das Artes.

“O facto de termos quatro anos em que podemos realizar o festival permite que o possamos solidificar mais, por ser assegurada a continuidade. Acreditamos que estes quatro anos vão-nos dar a oportunidade de ir incrementado outras atividades”, realçou Sérgio Novo.

O bilhete por espetáculo tem um preço de 2,5 a cinco euros, e o bilhete geral de 25 a 45 euros.

*Lusa / Foto: Carlos Pimentel / JF

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