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BeiraNews | Junho 5, 2020

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PCP de Castelo Branco critica posições de PS, PSD e CDS sobre portagens na A23

PCP de Castelo Branco critica posições de PS, PSD e CDS sobre portagens na A23
José Lagiosa

O PCP de Castelo Branco criticou na terça feira PS, PSD e CDS, acusando-os de assumirem posições contrárias aos interesses das populações do distrito sobre a abolição de portagens na A23 e adianta que as vai “desmascarar”.

O PCP vai promover uma acção de esclarecimento em defesa da abolição das portagens na A23.

A ação passará pela colocação de elementos de propaganda que afirmarão a posição do PCP, desmascarando as posições de PS, PSD e CDS, contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo da região”, refere em comunicado, a Direção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP.

Os comunistas sublinham que o projecto de resolução do PCP, que defendia a abolição das portagens na A23, foi rejeitado com os votos contra de PS, PSD e CDS.

“A manobra de alguns deputados do PS, votando favoravelmente o projeto do PCP, não desresponsabiliza os próprios, nem apaga o papel negativo do PS em encarar este problema que condiciona o desenvolvimento da região”, acusam.

Recentemente, no parlamento, os dois deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco votaram favoravelmente os projetos de resolução do BE e do PCP que previam a eliminação de portagens na Autoestrada 23.

“Já no final de 2017, o projeto lei do PCP para a abolição das portagens nas Scut suscitou uma coligação negativa destes três partidos, pelo que as trocas de galhardetes entre PS e PSD locais não poderão ocultar a sua profunda convergência nesta matéria”, sublinham.

O PCP de Castelo Branco diz que tem uma só posição. Quer na Assembleia da República quer no distrito, defende a abolição das portagens nas ex-Scut.

“PS, PSD e CDS bem podem encher páginas e páginas com promessas e palavras bonitas sobre o interior. O anúncio de prazos para enfrentar o problema pode evitar a discussão das medidas concretas para o desenvolvimento do interior do país, mas não resolve o problema. O problema reside em opções concretas como a abolição das portagens”, sustentam.

Os comunistas recordam que têm denunciado as consequências “profundamente negativas” que a introdução de portagens na A23 trouxe para as populações e para o tecido económico das regiões atingidas.

“Trata-se de uma dupla discriminação das regiões do interior. Com efeito, essas portagens oneram de uma forma desproporcionada e injusta as populações e as empresas, em que muitas delas chegam a pagar mais de portagens do que de IRC, adicionando-lhes um custo acrescido ao custo de produção, que já por si é elevado nestas regiões”, concluem.

*Lusa /

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