22.7 C
Castelo Branco
Terça-feira, Junho 15, 2021
No menu items!
InícioCulturaUniversidade pede perícia policial para apurar causa de fogo em museu no...

Universidade pede perícia policial para apurar causa de fogo em museu no Rio de Janeiro

A reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) solicitou hoje apoio à Polícia Federal para realização de perícias que permitam apurar as causas do incêndio que destruiu o Museu Nacional, pedindo ainda ao governo apoio financeiro.

A cultura e o patrimônio científico do Brasil e do mundo sofreram uma perda inestimável com o incêndio ocorrido no Museu Nacional da UFRJ. Há décadas que as universidades federais do país vêm denunciando o tratamento conferido ao património das instituições universitárias brasileiras e a falta de financiamento adequado, em especial nos últimos quatro anos, quando as universidades federais sofreram drástica redução orçamentária”, pode ler-se em comunicado divulgado hoje pela reitoria da Universidade Federal, que tem o museu sob sua tutela.
No que diz respeito ao incêndio que deflagrou no domingo à noite e destruiu grande parte do acervo do Museu Nacional, fundado há 200 anos por João VI, “será necessário averiguar as causas e o motivo da rápida propagação das chamas”, pelo que a reitoria “solicitou apoio pericial à Polícia Federal e a especialistas da UFRJ, almejando um processo rigoroso de apuração das causas”.
“Urge, por parte do Governo Federal, uma mudança no sistema de financiamento das universidades federais do país. A matriz orçamentária existente no Ministério da Educacão não aloca nenhum recurso para os prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e para os museus universitários. O mesmo acontece com o Ministério da Cultura, que igualmente não prevê recursos para tais fins”, referiu a reitoria da UFRJ.
Para aquela universidade, o momento atual “deve ser um alerta para as forças democráticas do país, no sentido de preservação do património cultural da nação”, lembrando que “o inadmissível acontecimento que afeta o Museu Nacional da UFRJ tem causas nitidamente identificáveis”.
“Trata-se de um projeto de país que reduz às cinzas a nossa memória. Nós desejamos que a sociedade brasileira se mobilize junto à comunidade universitária e científica, para ajudar a mudar o tratamento conferido à educação, à memória, à cultura e à ciência do Brasil”, realçou a UFRJ, que acrescentou que vão decorrer reuniões com os ministros da Educação e da Cultura do Brasil, tendo sido pedido também um encontro à Presidência da República.
O acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, no Brasil, que foi consumido por um incêndio na noite de domingo e ao longo da madrugada de hoje, era um dos maiores históricos e científicos do país, com cerca de 20 milhões de peças.
A instituição, criada há 200 anos, foi fundada por João VI, de Portugal, e era o mais antigo e um dos mais importantes museus do Brasil.
O ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lamentou hoje o incêndio que atingiu o museu, classificando-o como “uma perda irreparável”.
“Estamos consternadíssimos. Nós sentimos também essa perda porque era um acervo importantíssimo da história natural do país, da sociedade brasileira e também da história política, sendo este o palácio onde o rei de Portugal se veio instalar quando levou a corte para o Brasil. É um monumento muito importante para a história dos dois países”, disse o ministro à chegada ao Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, onde abriu o 9.º colóquio do polo de pesquisas luso-brasileiras.
O Museu Nacional do Rio de Janeiro era o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina e o edifício tinha sido residência da família real e imperial brasileira.
De acordo com um comunicado publicado ‘online’ pela direção do museu, não há vítimas a registar neste incêndio.
*Lusa / Foto: Antonio Lacerda

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: