Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Abril 7, 2020

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Centro Pompidou em Paris vai incorporar duas obras de Rui Chafes

Centro Pompidou em Paris vai incorporar duas obras de Rui Chafes
José Lagiosa

O Centro Pompidou, em Paris, vai ter duas obras de Rui Chafes que vão ser apresentadas no dia em que o escultor inaugura, na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, uma exposição com obras de Alberto Giacometti.

A 1 de outubro, as esculturas “Carne Invisível” e “Carne Misteriosa” (2013) vão ser apresentadas e expostas no seio da coleção permanente do Musée National d’Art Moderne, na sala 32, graças a uma doação anónima que leva, pela primeira vez, obras de Rui Chafes para o Pompidou.

As obras tinham sido mostradas em Paris, em 2017, na Galerie Mendes, no âmbito do projeto Lusoscopia do Instituto Camões em França, quando o galerista Philippe Mendes deu ao escultor português ‘carta branca’ para expor trabalhos no meio de pinturas dos séculos XVI e XVII.

Também a 1 de outubro, a Gulbenkian de Paris vai inaugurar, a exposição “Gris, Vide, Cris”, com obras de Rui Chafes e Alberto Giacometti que estará patente ao público de 03 de outubro a 16 de dezembro.

A mostra pretende “proporcionar um encontro” entre o artista suíço, que morreu em 1966, e o artista português, que nasceu em 1966, e vai contar com 11 esculturas e quatro desenhos de Alberto Giacometti, tendo todas as esculturas de Rui Chafes – exceto uma – sido concebidas para este projeto.

“Achei que havia muitos pontos de encontro, sobretudo imateriais, entre a obra de Giacometti e de Rui Chafes. É uma ideia não de um diálogo mas, sobretudo, proporcionar um encontro”, disse à agência Lusa, em janeiro, Helena de Freitas, a comissária da exposição.

O projeto desenvolveu-se a partir de uma pesquisa sobre o léxico comum aos artistas, como a intemporalidade, a desmaterialização e o vazio que são conceitos “que eles desenvolvem de uma forma material muito diferente em tempos diferentes”, o que pode transformar o projeto em algo “luminoso”, de acordo com a curadora que, em 2016, comissariou a retrospetiva de Amadeo de Souza Cardoso, no Grand Palais, em Paris.

*Lusa / Foto: PAULO CUNHA

Comentar