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Incêndios: Dois bombeiros com ferimentos ligeiros e 47 pessoas retiradas de casa

O incêndio que deflagrou no sábado na serra de Sintra, Lisboa, provocou ferimentos ligeiros em dois bombeiros, afetou uma casa de habitação e obrigou à retirada de 47 pessoas de casa, informou hoje a Proteção Civil.
“Temos dois bombeiros feridos leves, que não inspiram cuidados, foram assistidos no local. E temos danos confirmados num veículo ligeiro e num anexo de madeira que ardeu na Figueira do Guincho e numa casa de habitação e dois anexos na zona da Biscaia”, adiantou o comandante distrital de Lisboa da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), André Fernandes.
O comandante distrital falava hoje de madrugada, durante um encontro com os jornalistas nos Paços do Concelho, em Cascais, convocado pela câmara e pela ANPC para fazer um ponto de situação do incêndio que deflagrou no sábado à noite, na zona da Peninha, na serra de Sintra.
O fogo alastrou ao concelho de Cascais e o combate às chamas tem sido muito dificultado pelos ventos que se têm feito sentir na zona.

Três meios aéreos pesados solicitados para combater fogo

Cerca das 06:15, quando se aguarda o nascer do sol para atuarem os meios aéreos pesados, o incêndio estava a ser combatido por 707 operacionais e 207 meios terrestres.
“Foi solicitado o empenhamento de meio aéreos pesados para o auxílio, agora durante a fase do dia que vai entrar, com o nascer do sol, para nos ajudar a controlar, enfim, as frentes que ainda possam estar ativas, e naquilo que tem a ver com a consolidação de todo o perímetro do incêndio”, afirmou o comandante da ANPC à Lusa.

Segundo André Fernandes, de acordo com o plano de ação estratégico para o combate ao incêndio na serra de Sintra, foi também pedido o “reforço de três pelotões militares para auxílio das ações de vigilância e rescaldo”.

Além destes novos meios, o comandante da ANPC explicou que “todo o dispositivo vai manter-se enquanto for necessário” para extinguir as chamas.

Momentos antes do “briefing” sobre o ponto da situação, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), e o comandante distrital da ANPC informaram o Presidente da República em relação à situação no terreno e às medidas em preparação para debelar as chamas.

Carlos Carreiras fez questão de deixar uma “palavra de agradecimento pela solidariedade demonstrada” ao ministro da Administração Interna, ao primeiro-ministro e ao Presidente da República que, garantiu, “ao longo de toda a madrugada têm estado em contacto e têm estado a informar-se e a manifestar todo o seu apoio quer do ponto de vista pessoal quer institucional”.

“Nesse sentido há que registar esse acompanhamento dado pelos altos responsáveis da nação”, enalteceu.

A primeira mensagem do autarca foi “uma palavra de serenidade e de reconhecimento a todos os cidadãos” que tiveram que sair das suas casas.

“A câmara estará aqui preparada para continuar a acompanhá-los nesta adversidade que nos assolou durante a noite. Todos os casos que foram do conhecimento foram acompanhados, estão a ser acompanhados e continuarão a ser acompanhados”, prometeu.

Todos os elementos das forças de segurança e das forças de Proteção Civil receberam igualmente o agradecimento de Carreiras pela “forma muito profissional e muito competente” como “conseguiram conter um desastre maior”.

“E aqui também beneficiando já da boa coordenação existente na prevenção que temos tido, na simulação de situações que vamos fazendo ao longo do ano e nesse sentido hoje mais uma vez se demonstrou que é absolutamente fundamental, não só as ações de prevenção na própria serra, mas também de coordenação entre todos os elementos”, elogiou.

Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se aos Paços do Concelho de Sintra, cerca das 00:45, para acompanhar, juntamente com o presidente da autarquia, Basílio Horta (PS), a evolução do incêndio que lavra desde sábado à noite na zona da Peninha, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais.

O chefe de Estado deixou a câmara cerca de meia hora depois e manteve-se em contacto com o presidente da Câmara de Cascais, uma vez que as chamas evoluíram para a zona da Biscaia.

No combate ao fogo estão envolvidos corpos de bombeiros do distrito de Lisboa, com um reforço do distrito de Santarém e de Setúbal e também de um grupo da força especial de bombeiros.
As entidades envolvidas nas operações foram ainda a Câmara de Sintra e a Câmara de Cascais, bem como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a GNR, a PSP, o INEM e a Segurança Social Distrital.
A principal dificuldade no combate às chamas deveu-se ao vento forte que obrigou à evacuação preventiva de habitações na Biscaia, Figueira do Guincho, Almoinhas Velhas, Charneca e no parque de campismo de Cascais, com a retirada de 47 pessoas. Dessas, 17 foram deslocadas para a sociedade recreativa da Malveira da Serra e 30 para o pavilhão dramático de Cascais.
*Lusa / Foto: PAULO NOVAIS

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