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Quarta-feira, Setembro 22, 2021
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Ponto de Vista… por António Justo

Eleições na Baviera confirmam a questionação dos partidos governantes

O povo quer governar e não apenas ver-se governado
O Estado da Baviera, com 9,5 milhões de eleitores e uma participação de 72,5% de votantes, foram no Domingo às urnas e 37,3% votaram na CSU (União Social Cristã), 17,7% nos Verdes, 11,5% nos FW (Votantes Livres), 10,3%, na AfD (Alternativa para a Alemanha), 9,6% no SPD (Partido Social Democrata), 5,0% no FDP (Liberais) e 3,0% na Esquerda (Socialistas).
Em relação às últimas eleições os perdedores de votos foram a CSU -10,4%, e o SPD -11,0,0%; partidos que viram a sua percentagem engrossada foram os Verdes com + 9,1%, a AfD com +10,3% (candidata pela primeira vez), FW +2,5%. FDP +1,7% e Esquerda +0,9%.

António Justo

Dos 200 lugares a ocupar o parlamento Bávaro temos assim a CSU com 83 deputados, Vedes 38, FW 25, AfD 22, SPD 21 e FDP 11.
Feitas as contas os 21,4% perdidos nuns partidos correspondem ao aumento dos 24,5%. nos outros.
Resumindo: a Baviera continua um povo conservador com 141 assentos no parlamento que é contrabalançado pela esquerda com 59 assentos.
O Partido Verde tem-se vindo a adaptar aos tempos e por isso está a ser honorado numa sociedade em que, devido à crise dos partidos tradicionais, o eleitorado se fragmenta cada vez mais.
O estado do tempo e catástrofes ecológicas vieram, também elas, favorecer o crescimento do partido Verde.
O SPD está a ser castigado pelo seu relativismo cultural que leva muitos dos seus votantes para os Verdes e para a AfD.
A CSU foi castigada devido ao seu contributo para a desestabilização da Coligação governamental em Berlim, pelo fogo cruzado entre personalidades do partido e pela falta de maleabilidade no estilo de governar.
Andrea Nahles, ao culpabilizar o próprio governo pela derrocada da CSU e do SPD na Baviera, está a serrar no próprio galho, a não ser que nas próximas eleições em Hesse (28.10) o seu SPD contrarie a derrocada em que se encontra.
Certamente, a exigência, colocada pela AfD, da dissolução do governo de Merkel será então reforçada.
As penas perdidas pelos partidos do centro CDU e SPD foram enfeitar os Verdes e a AfD.
AfD passa a estar presente em 15 das 16 Assembleias dos Estados da Alemanha. A próxima onde entrará será em Hessen.
Ângela Merkel será o bode expiatório do terremoto político em via nos partidos estabelecidos.
O povo quer governar e não apenas ver-se governado, quer mudança.

*António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo, http://antonio-justo.eu/?p=4991

 

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