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Projeto cultural junta Portugal e Chile na celebração dos 500 anos da circum-navegação

Vinte artistas portugueses e chilenos vão participar numa residência artística no Chile, da qual resultará uma exposição, com o objetivo de comemorar os 500 anos da circum-navegação de Fernão de Magalhães e aproximar as culturas dos dois países.

Apresentado esta segunda-feira, na Casa da América Latina, em Lisboa, pela portuguesa Isabel Carlos e pelo chileno Raúl Miranda, o projeto “Incognitum: Circum-Navegações Contemporâneas”, do qual são curadores, vai decorrer entre 2019 e 2021, para assinalar os 500 anos da circum-navegação iniciada por Fernão de Magalhães, que ocorreu entre os anos de 1519 e 1521.
O projeto contempla o convite a artistas portugueses e chilenos para participar numa residência artística, durante o ano de 2019, na cidade de Punta Arenas, situada no Estreito de Magalhães, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.
O objetivo desta residência é o contacto, investigação e criação de obras relacionadas com a comemoração do “descobrimento” do Estreito de Magalhães e as suas implicações histórico-sociais, explicou Isabel Carlos.
Para tal, este grupo de artistas irá fazer o mesmo trajeto realizado por Fernão de Magalhães, incluindo uma viagem à Antártida, e irá contactar com a comunidade local, artistas e cientistas residentes na região.
As obras concebidas durante a residência, que deverão ser influenciadas pela experiência geográfica e pelo contexto histórico, político e social da comemoração, vão resultar numa exposição que estará patente entre 2020 e 2021 em diferentes espaços, de três cidades distintas dos dois continentes.
A inauguração está marcada para Lisboa, em maio de 2020, em três espaços da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) — Cordoaria Nacional, Padrão dos Descobrimentos e Galeria da India — e na Casa da América Latina, “explorando o eixo junto ao Rio Tejo”, disse Isabel Carlos.
A exposição em Lisboa encerra em agosto de 2020, para se mudar para a cidade de Punta Arenas, em outubro de 2020, e depois para Santiago do Chile, no início de 2021.
“Este projeto comporta a aproximação dos dois países. Queremos que as nossas culturas se encontrem e se conheçam melhor através das linguagens artísticas”, acrescentou a curadora.
A exposição e os artistas selecionados articulam-se em torno de três eixos: reflexão pós-colonial, ideia do incógnito e viagem, não só no sentido físico, mas também de viagem interior.
Os curadores destacaram que os artistas selecionados são de Portugal e do Chile, o que não significa necessariamente que tenham nacionalidade portuguesa ou chilena ou que residam no país correspondente, tratando-se mais de “pertencer a uma geografia afetiva, cultural ou vivencial, mais do que a uma nacionalidade”.
Entre os artistas representantes de Portugal contam-se Ana Vaz, Ângela Ferreira, Délio Jasse, Filipa César, Francisco Vidal, Kiluanji Kia Henda, Luciana Fina, Salomé Lamas e Vasco Araújo.
Do Chile, participam Anelys Wolf, Alicia Villarreal, Cláudio Correa, Demian Shopf, Enrique Ramirez, Fernando Prats, Francisco Navarrete, Mónica Bengoa, Narelle Jubelin, Sebastian Jatz e Voluspa Jarpa.
Para Isabel Carlos, a apresentação deste projeto “é o início de uma grande aventura que só terminará em 2021” e que espera contribua para unir Portugal e o Chile.
*Lusa / Foto: Alberto Frias

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