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Castelo Branco tem uma biocapacidade 80% superior à média nacional

O concelho de Castelo Branco tem uma biocapacidade 80% superior à média nacional, sendo o valor da pegada ecológica superior em 02% a essa média, foi hoje revelado.
Em 2016, o cálculo da pegada ecológica revelou que cada cidadão médio em Castelo Branco precisaria de 4.02 hectares globais de terra para suster o seu nível de consumo. Em contrapartida, do lado da biocapacidade, está disponível, em média, por cada residente do concelho de Castelo Branco, 2.31 hectares globais”, explicou à agência Lusa a investigadora da Universidade de Aveiro, Sara Moreno.
Castelo Branco integra, com Almada, Bragança, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia, o grupo de seis municípios pioneiros do projeto “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses”, que resulta de uma parceria estratégica entre a ZERO – Associação Sistema Terrestre Saudável, a Global Footprint Network e a Universidade de Aveiro.
Sara Moreno adiantou que um dos objetivos do projeto é justamente valorizar esta componente da mais-valia da biocapacidade, sobretudo devido à necessidade de reestruturar políticas públicas locais e nacionais para que todos percebam que a preservação e a valorização desta biocapacidade é essencial para o país e para a gestão sustentável dos territórios.
Apesar do saldo estar desequilibrado, a investigadora sublinha que esta comparação tem que ser cautelosa, uma vez que se está a dizer que o município tem que ser autossustentável, ou seja, só pode utilizar a biocapacidade que tem disponível no seu território.
“Não é este o sentido da comparação que queremos dar. Mas, sobretudo, perceber que, no contexto nacional, o valor da pegada ecológica de Castelo Branco é 02% superior à média nacional, mas do lado da biocapacidade, temos um valor 80% superior à média nacional”, sustentou.
A investigadora da Universidade de Aveiro avança que se do lado da pegada ecológica, provavelmente o resultado não seria tão expectável, uma vez que é equivalente à média nacional, do lado da biocapacidade realça que o valor é “muito importante” no território.
“É um [Castelo Branco] dos desequilíbrios menores das seis cidades que temos no estudo. No saldo entre a pegada e a biocapacidade, são os dois municípios [Castelo Branco e Bragança] que se posicionam melhor neste saldo, enquanto temos municípios que precisam de utilizar 27 vezes os recursos disponíveis no seu território. Em Castelo Branco, só precisamos de utilizar 1,7 vezes os recursos disponíveis para 2016”, concluiu.
Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, considerou os dados “muito positivos” e que permitem pensar o estilo de vida dos albicastrenses e a estratégia de desenvolvimento para o concelho, não só na sua sustentabilidade, mas também do país e do mundo.
O autarca defendeu a necessidade de se fazer um trabalho de divulgação e de educação junto da população do concelho para esta realidade.
Já em termos de políticas públicas adiantou que o facto de Castelo Branco ter uma biocapacidade de 80% superior à média nacional pode ser um argumento a utilizar para trazer mais recursos para o território.
“Estes são dados que também nos permitem iniciar outro tipo de argumentos para aquilo que temos feito, a defesa do interior. Com esta apresentação, verifica-se que contribuímos para a biocapacidade do país e somos os principais contribuintes nesta matéria. E, isso tem que ser de alguma forma compensado”, sublinhou.
Luís Correia entende que tem que se perceber que o país tem que compensar aqueles que não contribuem negativamente para a sua sustentabilidade ambiental.
“Esse é um caminho que podemos, a partir de agora, iniciar. Não se faz de um momento para o outro, gosto de ser realista. Mas, são argumentos fortes que temos aqui para apresentar aos nossos governantes”, concluiu.
*Lusa / Foto; ecycle.com.br

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