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BeiraNews | Setembro 19, 2019

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BE denuncia carências no Hospital do Fundão

BE denuncia carências no Hospital do Fundão
José Lagiosa

O Bloco de Esquerda (BE) denunciou hoje a existência de carências no Hospital do Fundão, tais como a falta de um bar, dificuldades inerentes ao sistema de senhas de acesso aos serviços ou a existência de espaços que não são usados.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Núcleo Concelhio do Fundão explica que visitou esta unidade de saúde, no dia 09, e que “constatou ‘in loco'” vários problemas.

Entre as questões, o BE aponta a inexistência de um bar e frisa que a máquina de venda de alimentos não tem produtos que se adequem às necessidades dos utentes, apontando ainda o facto de não haver um espaço com as condições necessárias para que os diabéticos possam alimentar-se, visto que estes pacientes têm mesmo de o fazer nas instalações do hospital.

Lembrando que a receção dos serviços é organizada por um sistema de atribuição de senhas, o BE salienta que o monitor em causa “não é de fácil leitura para pessoas com mobilidade reduzida, invisuais, agravando o facto de a maioria da população ser idosa e ter dificuldades de ler”.

“O monitor que indica a ordem das senhas tem uma simbologia deficitária, por exemplo, tem o mesmo grafismo a senha destinada a análises como para radiologia. Não existe nenhum profissional a dar indicações as pessoas, sendo que este sistema é claramente incompatível com as necessidades dos utentes”, é referido na nota.

Segundo os bloquistas, há ainda espaços com condições, mas que não estão a ser utilizados: “No corredor principal deparámo-nos com gabinetes com excelentes condições, mas praticamente vazios, sem médicos, enfermeiros e utentes”, dizem.

Os horários limitados e serviços deficitários são outro dos aspetos que preocupam o BE, que diz que os serviços de radiologia, análises e farmácia “são os únicos com algum movimento neste hospital”.

“No entanto, apercebemo-nos que não fazem o acompanhamento da consulta aberta assim como das ‘possíveis’ consultas externas. Encerram quatro horas antes do fim das consultas, tornando o apoio a estas deficitário e muitas vezes impossível por falta de complemento necessário”, acrescenta.

Lembrando que está em causa um concelho com uma área muito grande e cuja maioria dos habitantes das localidades mais longínquas do Fundão tem uma idade mais elevada, o Bloco diz que na maioria das especialidades os utentes têm de se deslocar ao Hospital da Covilhã, pelo que considera que “seria prioritário que neste hospital funcionassem, com uma periodicidade regular e adequada às necessidades da população, especialidades como reumatologia, diabetes, endocrinologia, ortopedia, urologia, neurologia, otorrinolaringologia, cardiologia, pneumologia”.

“O BE apela a coragem para um maior investimento no Serviço Nacional de Saúde já no próximo Orçamento do Estado, já chega de canalizar o dinheiro de todos para beneficiar o negócio de poucos”, refere.

O Hospital do Fundão faz parte do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira, que tem sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

*Lusa /

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