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Ponto de Vista… por Albertino Costa Veloso

REGENERAR PORTUGAL

Amordaçado por um regime déspota, Portugal exultou com a queda da ditadura salazarista naquela manhã histórica de Abril de 1974.
Manhã histórica e histérica, como se viu num povo até então domado pela repressão e que, abertas as portas da liberdade, saltou para a rua dar largas a uma euforia irracional, quais animais acabados de soltar dum redil fechado e escuro.
Sucederam-se as manifestações de rua, criaram-se partidos políticos e regressaram ao solo pátrio os que estavam exilados; organizaram-se comícios por todo o lado; os partidos – todos – aprimoravam os seus discursos para atraírem o maior número de aderentes.

Albertino Costa Veloso

Cada cidadão, consciente ou inconscientemente, fazia a sua escolha. Portugal virava uma página da sua história.
Renascia uma nova esperança num povo atrasado em todos os domínios, mas sedento de mudança.
Houve governos provisórios, escaramuças entre partidos, com cada um a querer sobrepor-se aos outros; houve eleições (enfim) livres.
Dois partidos, siameses – PS e PSD – tomaram conta da governação desde as primeiras eleições democráticas e nunca mais a largaram.
A sós, ambos coligados ou usando qualquer deles o CDS como tapa-buracos, eles são os ÚNICOS responsáveis pela destruição nacional.
A corrupção, a fuga de capitais para o estrangeiro, a falência em cadeia dos bancos; o roubo e a degradação dos ordenados e das pensões de reforma; a entrega do aparelho produtivo mais rentável ao estrangeiro; a debandada maciça de mão-de-obra especializada e de intelectuais e de trabalhadores sem profissão definida, são a “marca de garantia” de todos os governos.
Olhamos para o anfiteatro da Assembleia da República e que vemos? – Um conjunto de actores em que uns desempenham o papel principal – os polvos – e os que desempenham um papel secundário – os actores de fachada.
Os polvos tudo abarcam e açambarcam, gozando da complacência dos presidentes da República – uma instituição igualmente de fachada – e os actores secundários, intitulem-se eles de Esquerda ou de Direita, não têm dado um passo para alterarem o rumo que o País encetou e prossegue.
Estes partidos apostaram na máxima “dividir para governar”, e até agora têm ganhado a aposta.
Havia três classes distintas: ricos, remediados e pobres.
Já acabaram com a classe dos remediados para “fundarem” as classes dos muito ricos, pobres e miseráveis…
Estranho conceito de socialismo; estranha distribuição da riqueza produzida…
Mais estranho ainda é o comportamento duma Esquerda pactuante com a aplicação de políticas lesivas do tecido social e económico, limitando-se – para nos lembrar que existe – a exibir um discurso gasto, repetitivo, sem efeitos práticos, porque é assim que também lhe convém, sente-se acomodada.
Uma Esquerda que prega a solidariedade para com quem trabalha e diz estar ao lado dos mais desfavorecidos, e joga para a sanita o seu pseudo-guião para alinhar com a Direita, a uma só voz, quando se trata de aumentar vencimentos, à margem do Orçamento Geral do Estado e sub-repticiamente, a toda a alcateia de deputados e a governamentes.
Isto, depois de muitas “guerras” para aumentar uns cêntimos (quando há aumentos) a quem produz e a quem produziu.
Uma Esquerda solidária e lutadora não é isto; uma Esquerda lutadora dá o exemplo no Parlamento.
Passa das palavras aos actos.
Não se abriga sob um tecto dourado fazendo teatro parlamentar preconizando lutas laborais e a discutir números que sabe de antemão não serem concretizados (o complô é ensaiado nos corredores e no bar às escondidas do grande público), em vez de ser ela própria a recusar qualquer aumento, colocando-se em linha com o povo que diz representar.
Convencionou-se que a Direita representa o Capital e a Esquerda o trabalho.
Acontece é que toda a gente alimenta um fascínio incontrolável pelo dinheiro e poucos são os que gostam do trabalho.
Poucos ou nenhuns. Mas todos gostaríamos de ser ricos. Incongruências…
Refilamos contra quem tem o dinheiro mas todos nós queremos tê-lo.
Percebe-se que a Direita é conservadora, desumana e dominante e tudo fará, lícito ou tenebroso para manter o controlo do Mundo (entenda-se das pessoas e dos bens).
Mas não é cristalino ver uma Esquerda ávida de ocupar o lugar da Direita…
Algumas questões que certamente o “verdadeiro Portugal” gostaria de ver respondidas, mas que ninguém, sem subterfúgios, ousará fazê-lo:
1ª) – É ou não é verdade que a Direita (re)tomou as rédeas do poder logo após as primeiras escaramuças geradas (por ela própria) a seguir ao 25 de Abril, durante 1975 e parte de 1976?
2ª) – É verdade ou não que o PS, dizendo-se ser um partido de Esquerda praticou SEMPRE uma política de direita (é o próprio Mário Soares que reconhece publicamente que meteu o socialismo na gaveta)? E que terão o PCP, o BE, os Verdes e o Pan a dizer sobre isto? Assobiam para o ar, fazem pelas suas vidas e recebem o ordenado ao fim do mês.
3ª) – Está à vista ou não o desastre social criado por Soares e Cavaco, ambos co-autores do desmantelamento das indústrias nacionais, da agricultura e das pescas forçando a fuga dos portugueses para o estrangeiro deixando o interior vazio?
4ª) – Não é verdade que esses dois criminosos, “em parceria” com Portas, Guterres, Barroso, Santana, Sócrates, Coelho e Costa estão enterrados até ao pescoço no que toca a corrupção, compadrio, roubos, falências dos bancos e da moral pública; ao empobrecimento das pessoas que trabalham e trabalharam; à degradação do Ensino Público, da Saúde Pública, da Justiça e da segurança dos cidadãos?
5ª) – É ou não verdade que os sucessivos governos destruíram as linhas de caminho-de-ferro que serviam as populações do interior para os seus amigos criarem empresas de transporte de passageiros a fim de arrecadarem os lucros?
6ª) – É ou não preocupante ver uma juventude delinquente (por culpa dos pais, mas acima de todos culpa do Estado) enveredar por caminhos sem fim à vista e os tribunais, quais náufragos à deriva num barco sem comandante, a tomarem decisões absurdas condenando quem zela pela ordem e bem-estar e absolve marginais?
7ª) – Não é verdade que a classe política se transformou em gangues perigosos, em que se não pode confiar?
Muitas verdades, juntas e demasiadamente reiteradas que nos obrigam a reflectir seriamente no fim que aguarda os mais velhos e no futuro dos mais novos.
Por falta de inteligência ou vontade de fazer melhor, a evidência revela que este modelo de governação está a ser demasiadamente prejudicial para um povo que sempre se mostrou trabalhador e ordeiro. Demasiado ordeiro e obediente – o seu grande “defeito”…
Mas a reviravolta acontecerá quando este mesmo povo parar um pouco para pensar…
Pensar que o que se está a passar não é uma fatalidade.
E para enxergar que há outras saídas mais justas que compensem o seu trabalho e dedicação em prol das famílias e do País.
Basta que acredite que essas saídas existem. Basta que acredite e tenha em mente que só está apto a governar uma nação quem tem experiência da Vida, e não quem salta dos bancos do Liceu ou da Universidade directamente para os bancos da Assembleia da República sem ter passado pelo mundo do trabalho.
Está à vista no que tem dado (de prejuízos, claro) a formação de governos por semi-imberbes inexperientes…
Essa experiência só existe no Partido do Futuro, nas pessoas que se propõem “virar tudo do avesso” com seriedade, trabalho e entreajuda.
Esse partido é o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas – PURP – um partido que não se posiciona em qualquer quadrante político, podendo dizer-se que é um partido abrangente, pois nele cabem todas as tendências, sejam idosos ou jovens, ex-combatentes ou com limitações físicas, visto que em qualquer há reformados e pensionistas actuais e futuros.
Ao PURP não importa a defesa da cor, mas sim a defesa das causas. Vamos operar a reviravolta? Eu estou pronto. As Legislativas aproximam-se, e eu já pensei: o meu voto vai ser no PURP. Venham comigo!

*Albertino Costa Veloso, filiado no PURP

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