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Idanha-a-Nova recebe 7º Festival Fora do Lugar

A sétima edição do Fora do Lugar volta a “ocupar” Idanha-a-Nova – UNESCO Cidade Criativa da Música – de 23 de Novembro a 8 de Dezembro de 2018 – com música, histórias, passeios, desenho, viagens, conversa, troca e aprendizagem, bagagem de cá e de lá e descoberta no “lugar mais bonito do mundo”!
Resultado da parceria entre a Arte das Musas e o Município de Idanha-a-Nova e com o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção Geral das Artes, este Festival assume-se como uma proposta do mundo rural virado para o país, para a Península Ibérica e para a Europa.
Com a direção artística de Filipe Faria, o Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas é hoje um dos projectos culturais mais relevantes na área da música no país.
Pondo em diálogo diferentes formas e tempos da música desafia a uma atitude perante as músicas antigas, e aborda, de um forma inovadora, os diálogos decorrentes dos conceitos binómios de erudito/popular e antigo/contemporâneo.

Foto; Les Kapsber’girls

A dimensão patrimonial de Idanha tem, hoje, distinção mundial. Cidade Criativa da UNESCO, na área da Música, desde Dezembro de 2015.
Reserva da Biosfera em 2016, ano que assinala 10 anos da criação do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, o primeiro geoparque em Portugal e a primeira classificação UNESCO da região.
As três atribuições conferem a Idanha estatuto particular: é um território UNESCO, cruzando material e imaterial.
O reconhecimento do valor patrimonial não é um fim em si mesmo. É a validação de um percurso, num incentivo à continuidade das boas práticas que sustentam este reconhecimento.
Nesta linha insere-se, também, o resultado do trabalho desenvolvido junto de várias instâncias europeias. Idanha-a-Nova tornou-se, em 2015, membro do Clube de Estrasburgo, um colectivo de cidades europeias que debatem e promovem o Projecto Europeu, tema candente nos dias de hoje.
Há três anos, o Fora do Lugar foi o palco de uma boa nova. Hoje, é novamente o palco onde celebramos o terceiro aniversário enquanto Cidade Criativa da Música pela UNESCO, cruzando conceitos, práticas e territórios que reflectem uma vocação integradora, visível à escala global.
Nos nossos dias, a acção integrada dos vários sectores produtivos presentes neste território, com abordagens inovadoras e articuladas, faz cada vez mais sentido.
É por esta via que a organização quer continuar, produzindo resultados mais eficazes e duradouros.
A fronteira entre estas noções, longe de ser linear, surge aqui como uma experiência que, mais do que tudo, nos faz reflectir sobre os processos históricos que conduzem de uma linha musical a outra, feitos de permanências, mudanças e rupturas, muitas delas surpreendentes.
Ao longo da história da música, passado e presente cruzam caminhos incessantemente. Não é por isso de estranhar um programa com presenças tão diversas…
Um conceito provocador e eficaz. Os resultados das edições anteriores falam por si, reforçando a validade de uma opção política que ilustra, ao nível local, a capacidade de produzir cultura num cenário onde muitos não concebem pensá-la neste moldes: o país perdido das pequenas aldeias quase desertas.

Como não nos cansamos de repetir… daqui releva uma das virtudes maiores do projecto, a possibilidade de chegar até onde mais ninguém se deu ao trabalho de ir.
A par da programação principal com o virtuoso trio polaco Kapela Maliszów, da região de Męcina Mała, projecto que abriu o último WOMEX em Katowice; os bailes para ouvir sentado de Eva Parmenter, Juan de la Fuente e Denys Stetsenko; o inovador ensemble feminino francês Les Kapsber’girls dedicado às Air de Cours e às Brunettes do século XVIII; os espantosos mestres da gaita de foles Anxo Lorenzo (Galiza) e Blackie O’Connell (Irlanda); o projecto encomendado pelo Festival a Dave Boyd (Irlanda) com as vozes únicas de Karoliina Kantelinen (Finlândia), Simona Gatto (Itália), Montserrat Ruiz (Espanha/UK) e Laetitia Marcangeli (França), inspiradoras intérpretes contemporâneas de canções para mulheres das tradições carélia, córsega, grega, italiana e ibérica; e, para encerrar, o fabuloso projecto de Manu Theron, Lo Còr de la Plana, um reconhecidíssimo grupo de vozes e percussões masculinas da área de Marselha (França) que cantam em Occitano e que tem vindo a circular o mundo com a sua música empolgante… o Festival promove ainda um conjunto alargado de actividades paralelas em 3 semanas e 9 dias de programação efectiva: 6 concertos na programação principal e cerca de 23 actividades no total entre workshops, programa educativo, gastronomia, natureza, concertos, desenho, exposições…
A entrada em todos os concertos é livre, sujeita à lotação das salas.
Nas restantes actividades é necessária inscrição prévia (também ela gratuita) através dos contactos do Festival.
O programa detalhado pode ser consultado no site www.foradolugar.pt e na página da rede social Facebook www.facebook.com/foradolugar.
Mais informações através do e-mail mail@artedasmusas.com.
Foro de destaque; Aella – Dave Boyd
 

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