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Marcelo diz que assume sem complexos responsabilidade plena pelo "menos bom" da história

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que assume, sem complexos, responsabilidade plena pelo que houve “de menos bom” na história de Portugal no período colonial, assim como pelo “muito de bom”.

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu esta posição em conferência de imprensa conjunta com o Presidente angolano, João Lourenço, no Palácio de Belém, em Lisboa, após ser questionado se “Portugal nunca pensou em reparar este período negro que marcou a relação entre Angola, os povos angolanos e o Estado português”.

“Também reconheço, e reconhecemos todos, aquilo que houve, olhando retrospetivamente, de menos positivo ou errado na nossa história, ou de injusto para outros na nossa história: perseguições religiosas, perseguições sociais, escravatura, outras formas de dominação ou de exploração, e assumindo plena responsabilidade por isso”, respondeu.

Com João Lourenço ao seu lado, o chefe de Estado português referiu: “Já o assumi várias vezes, não ficando apenas no mais fácil, que é pedir desculpa sem assumir responsabilidade”.

“É muito mais importante assumir a responsabilidade plena por aquilo que de menos bom houve na nossa história. Eu assumo, e assumo como cidadão e assumo Presidente da República Portuguesa, sem complexos, como assumo o muito de bom que fizemos ao longo da nossa história”, acrescentou.

Na resposta a esta questão, Marcelo Rebelo de Sousa começou por dizer que “é conhecida” a sua posição sobre esta matéria.

“Eu tenho dito que a história política, económica e social portuguesa é feita de virtudes e de defeitos, como as histórias de todas as nações, de todos os povos. E nós assumimos umas e outras, plenamente, sem complexos”, expôs.

O Presidente da República descreveu Portugal como “um pequeno país, com poucos habitantes” que se lançou ao mundo “atravessando oceanos, correndo riscos, dispersando-se por vários pontos do mundo onde existem comunidades poderosas portuguesas”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal tem mantido “esta feição de plataforma entre culturas, civilizações, continentes e oceanos, que explica, ainda hoje, as posições-chave de portugueses em várias organizações internacionais”.

Em seguida, disse que também reconhece aquilo que “de menos positivo ou errado” houve na história de Portugal “ou de injusto para outros”, nesse período, “perseguições religiosas, perseguições sociais, escravatura, outras formas de dominação ou de exploração”.

*Lusa / Foto: MÁRIO CRUZ

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