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Governo destaca importância das áreas de elevado interesse para a conservação da natureza

A secretária de Estado da Conservação da Natureza destacou hoje a importância das áreas de elevado interesse para a conservação da natureza e biodiversidade.
“Para além do sistema urbano, do sistema de conectividades, para além dessa área que representa cerca de 10% do nosso território, existe 90% do território que tem mesmo que ser mobilizado. E desses 90%, retirando as áreas de elevada produtividade agrícola, estamos a falar de 70% e, nesses 70%, 22% do território são áreas de elevado interesse para a conservação da natureza e da biodiversidade”, afirmou Célia Ramos.
A governante, que falava em Castelo Branco, na abertura da primeira Sessão Participativa do Projeto-Piloto para a Gestão Colaborativa do Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI), sublinhou que uma das principais medidas do Governo para esta legislatura é a valorização do território.
“Para valorizar o território, o Ministério do Ambiente desenvolveu um conjunto significativo de documentos estratégicos, designadamente a estratégia nacional da conservação da natureza e da biodiversidade, desenvolveu também o programa nacional da política do ordenamento do território”, disse.
E, no âmbito da valorização do território, Célia Ramos explicou que o propósito do Governo foi o de desenvolver uma ação de proximidade junto das áreas protegidas, sendo que, para isso, era preciso pôr as áreas protegidas no mapa.
“Durante muitos anos, as áreas protegidas em Portugal tiveram uma dinâmica e uma representatividade institucional no território forte, que se foi diluindo mercê de várias vicissitudes e foi com firmeza que o Governo determinou que queria tornar a pôr as nossas áreas protegidas no mapa, sem prejuízo das áreas protegidas de interesse regional e local”, frisou.
A secretária de Estado sublinhou ainda que o país tem uma rede importante de áreas protegidas de interesse nacional que o Governo quer voltar a pôr no mapa.
“Só que, no século XXI, pôr as coisas no mapa significa trabalhar com as pessoas. Significa trabalhar, em primeira mão, com os municípios, mas também com as universidades e outras instituições e com quem está no território”, sustentou.
Já sobre o projeto de cogestão do PNTI, explicou que se trata de um projeto-piloto que está a ser desenvolvido como um projeto experimental.
“O que pretendemos é que na sequência dos resultados e das recomendações que todos os parceiros nos fizerem, o que queremos é expandir este modelo a todas as áreas protegidas. Porque acreditamos que só esta nova cultura de participação, de partilha, de trabalhar com as pessoas é que efetivamente pode alavancar na certeza de que em conjunto faremos muito melhor do que cada um virado para seu lado”, disse.
Adiantou ainda que as áreas protegidas, na sua globalidade e em Portugal, são áreas nas quais a presença das pessoas e a atividade que desenvolvem são cruciais para a manutenção e a estabilidade dos seus sistemas naturais.
“Portanto, falar em conservação da natureza e biodiversidade sem falar nas atividades que os homens e mulheres dessas mesmas áreas desenvolvem, sem falar da identidade e dos aspetos culturais que são a identidade e diferenciadores, é efetivamente estar fora do contexto”, afirmou.
A governante disse que o Tejo Internacional tem marcas absolutamente distintivas.
“É na identificação dessas singularidades e dos aspetos que são únicos que podemos vender o nosso território no sentido de o tornar atrativo, em primeiro lugar para quem cá vive e, depois, para quem nos visita”.
Célia Ramos realçou que cada vez mais a conservação da natureza e da biodiversidade é um pressuposto para a qualidade de vida das pessoas.
“O que queremos é que esse pressuposto não seja só nas áreas urbanas e do litoral, e que seja, principalmente, um pressuposto para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem e habitam nesses territórios”, concluiu.
*Lusa / Foto: eniig.dgterritorio.pt

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