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Motoristas da Guiné-Bissau paralisam para reivindicar cumprimento de acordo com o Governo

Os motoristas da Guiné-Bissau iniciaram hoje uma greve, que vai prolongar-se até sexta-feira, para reivindicar o cumprimento do memorando de entendimento assinado em outubro com o Governo.
“Voltamos a fazer greve por uma simples razão, até agora o Governo não está a cumprir com o acordado”, disse à agência Lusa Florentino Morgado, porta-voz da comissão nacional de greve.
Em Bissau, durante o período da manhã não circulavam as carrinhas de transporte de passageiros, chamados de ‘toca-toca’, nem táxis e as ligações para as outras cidades do país também não estavam a ser feitas.
O local de onde partem a maior parte das viaturas que fazem a ligação entre Bissau e outras zonas do país estava vazio e apenas se encontravam no local vendedeiras, que lamentaram à Lusa a falta de clientes.
Um motorista, que não quis ser identificado, disse que a greve é para reivindicar melhores estradas, melhores condições de circulação e para exigir garantias de que as multas que pagam vão efetivamente para os cofres do Estado.
Em outubro, a Federação Nacional das Associações dos Motoristas da Guiné-Bissau convocou uma greve de três dias, que acabou por ser cancelada ao fim do segundo na sequência de um acordo alcançado com o Governo.
A federação, a Polícia de Ordem Pública, a Guarda Nacional e a Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres assinaram um memorando de entendimento com 19 pontos, que previa, entre os vários pontos, o respeito escrupuloso do Código de Estrada, a criação de um calendário para a realização das operações stop, que devem decorrer em determinadas horas, nomeadamente entre as 06:00 e as 14:00 e as 16:00 e as 21:00.
Ficou também acordado que as fiscalizações não devem ser confundidas com operações stop e que nas operações todos os envolvidos têm de estar devidamente identificados.
O memorando de entendimento prevê também a definição de competências e de áreas de intervenção das várias forças de segurança e direção-geral de viação.
Na altura, a federação tinha dado 60 dias para o Governo definir as competências e as áreas de intervenção, bem como para aplicar a totalidade dos pontos do memorando de entendimento.
*Lusa / Foto: faladepapagaio.blogspot.com
 

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