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Volta ao Alentejo com seis etapas e 18 equipas inscritas

Cada vez mais próxima dos 40 anos, a “Alentejana” apresentou-se, esta teça feira, em Montemor-o-Novo associada, mais uma vez, ao Crédito Agrícola que há oito anos consecutivos, empresta o nome à prova. 

O percurso de 2019 regressa a Ponte de Sor, após 26 anos de ausência, mantém a difícil passagem no Cabeço do Mouro (Portalegre) e um muito decisivo contrarrelógio individual em Castelo de Vide.

Após 802,1 quilómetros, o paralelo da majestosa Praça do Giraldo, em Évora, abre-se ao sprint final e às comemorações dos vencedores.  

Com mais de 70% dos municípios alentejanos envolvidos, a 37ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola promete um itinerário que, entre 20 e 24 de março, cruza o Alto e o Baixo Alentejo com o Litoral Alentejano e o Alentejo Central, regressando a Ponte de Sor após 26 anos de ausência.

O último vestígio da competição na cidade do norte alentejano remonta a 1993 quando coroou o 11º vencedor, Jorge Silva.

Este ano, a CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, que delega a organização técnica na Podium Events, desafia o pelotão a partir de Montemor-o-Novo para percorrer pouco mais de 800 quilómetros de imponentes planícies, pejadas de oliveiras e sobreiros, interrompidas a espaços pelos suaves e ondulantes montes alentejanos, até culminar na cidade museu de Évora – onde será coroado pela 23ª vez o vencedor da “Alentejana”.

O contrarrelógio, que incrementou no ano passado o formato da “Alentejana”, veio para ficar. “Apesar de desfrutarmos de cerca de 30 mil quilómetros quadrados numa das mais belas regiões do país, o Alentejo, manifestamente plano – salvo no norte alentejano onde só estaremos um dia – acaba por necessitar, para incutir mais competitividade à prova, de um contrarrelógio individual” é a convicção do diretor de Prova, Joaquim Gomes.

O MAPA DA EPOPEIA A PEDAL

A 37ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola começa por desafiar a resistência dos corredores nas três primeiras etapas, depois convida os trepadores a ultrapassar a mais íngreme das subidas, o Cabeço do Mouro (Portalegre), para em seguida tirar as teimas num contrarrelógio individual, em Castelo de Vide, que antecede a etapa de consagração.

Cidade de Montemor-o-Novo local da partida da 37ª Volta ao Alentejo

A edição de 2019 da “Alentejana” inaugura-se em Montemor-o-Novo, cidade castelar que só uma vez na história deu princípio à prova, na 11ª edição em 1993.

A etapa mais longa desta edição cruza o Alentejo Central a caminho de Moura, nesta edição a porta de entrada do Baixo Alentejo, onde vão terminar os 208,1 km da etapa.

Com três metas volantes, Viana do Alentejo, Vidigueira e Reguengos de Monsaraz, e uma montanha de 4ª categoria no concelho de Portel, a conclusão da etapa acontece perto das 15h55.  

Da vila raiana de Mértola partirá o segundo dia de competição que conduz o pelotão à Costa Alentejana, sem vislumbrar qualquer montanha.

Os 182,2 km serão “animados” por três Metas Volantes, Castro Verde, Aljustrel e Porto Covo, até alcançar Odemira, perto das 16 horas.

A terceira etapa despede-se do Litoral Alentejano a partir de Santiago do Cacém, de onde os corredores saem com destino a Mora.

As Metas Volantes estão em Grândola, Vendas Novas e Arraiolos, e há duas contagens para o Prémio de Montanha, a primeira em Alcácer do Sal e a seguinte em Montemor-o-Novo, ambas de 4ª categoria.

O terceiro dia de competição cumpre-se após 176,5 km com chegada prevista à linha de meta pelo melhor horário às 15h48. 

O fim-de-semana começa em Ponte de Sor, que regressa ao convívio da “Alentejana” após 26 anos de ausência.

O quarto dia de prova começa com uma etapa relativamente pequena mas com a exigência de duas montanhas, uma de 4ª categoria no Crato e a 5,4 km da meta uma contagem de 2ª categoria no Cabeço do Mouro.

Antes da chegada a Portalegre, perto das 12h20, os corredores ainda têm a Meta Volante de Alter do Chão.   

A jornada dupla de sábado tem no período da tarde o contrarrelógio de Castelo de Vide.

A pitoresca vila, colocada no alto de um monte com muralhas medievais, proporciona uma muito decisiva luta contra o cronómetro de 8,4 km.

À semelhança de 2018, arranca da variante à N246-1 para ascender à Ermida da Sr.ª da Penha, vencida a Serra de S. Paulo, para terminar junto ao Parque João José da Luz no centro urbano. 

As derradeiras emoções da 37ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola vivem-se a partir de Portalegre, de onde o pelotão parte para os 152 km finais, com Metas Volantes em Monforte, Borba e Redondo.

A chegada e a entrega das camisolas, definitivos símbolos de líder, e do último Chapéu Alentejano, acontece pelo quarto ano consecutivo na Praça do Giraldo, em Évora.

O autarca eborense Carlos Pinto de Sá sublinha que “neste ano em que arranca a 37ª edição da Volta ao Alentejo, a cidade de Évora prepara-se para um momento singular na sua existência, marcado pela afirmação da sua candidatura a Capital Europeia de Cultura.”

“Esta candidatura, à semelhança da Alentejana, pretende ligar e congregar o Alentejo em torno dos grandes desígnios que fazem desta, uma região única no Mundo”, acrescenta o também presidente da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central.

RESUMO ETAPAS 2019

1ª Etapa – 20.3 – Partida Simbólica: 10h35 – Montemor-o-Novo/Moura – 208,1km – Chegada Prevista: 15h54;

2ª Etapa – 21.3 – Partida Simbólica: 11h20 – Mértola/Odemira – 182,8km – Chegada Prevista: 15h57;

3ª Etapa – 22.3 – Partida Simbólica: 11h25 – Santiago do Cacém/ Mora – 176,5km – Chegada Prevista: 15h48;

4ª Etapa – 23.3 – Partida Simbólica: 10h30 – Ponte de Sor/Portalegre – 74,3km – Chegada Prevista: 12h23;

5ª Etapa – 23.3 – 1º Corredor: 16h00 – Castelo de Vide/Castelo de Vide – 8,4km – Chegada Prevista: 18h27;

6ª Etapa – 24.3 – Partida Simbólica: 11h20 – Portalegre/Évora – 152km – Chegada Prevista: 15h12.

ÚLTIMOS VENCEDORES DA VOLTA AO ALENTEJO

2018 –Luís Mendonça (Aviludo/Louletano/ULI);

2017 – Carlos Barbero (Movistar Team);

2016 – Enric Mas (Klein Constantia);

2015 – Pawel Bernas (Activejet Team);

2014 – Carlos Barbero (Euskadi);

Há 10 anos (2009) – Maxime Bouet (Agritubel);

Há 20 anos (1999) – José Luís Rubiera (Kelme);

Há 30 anos (1989) – Fernando Carvalho (Louletano/Vale de Lobo).

EQUIPAS NA 37ª VOLTA AO ALENTEJO CRÉDITO AGRÍCOLA

Para cumprir o desígnio de levar mais longe o território alentejano através da visibilidade mediática proporcionada pela prova e seus participantes, a 37ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola tem inscritas 18 equipas de diversas geografias.

Chegada 1a ETAPA VENDAS NOVAS-SERPA, 173,5KM, 14 de Maro de 2018, 36» Volta ao Alentejo CrŽédito Agr’ícola, Foto: Paulo Maria / PODIUM

Neste lote estão todos os conjuntos profissionais portugueses e outras tantas formações vindas de fora. 

Equipas Participantes: Aviludo – Louletano (Por.) – Escalão: Continental; Efapel (Por.) – Escalão: Continental; LA Alumínios-LA Sport (Por.) – Escalão: Continental; Miranda – Mortágua (Por.) – Escalão: Continental; Rádio Popular – Boavista (Por.) – Escalão: Continental; Sporting – Tavira (Por.) – Escalão: Continental; UD Oliveirense- Inoutbuild (Por.) – Escalão: Continental; Vito – Feirense – PNB (Por.) – Escalão: Continental; W52-FC Porto (Por.) – Escalão: Continental Profissional; Euskadi Basque Country – Murias (Esp.) – Escalão: Continental Profissional; Bai-Sicasal-Petro (Ang.) – Escalão: Continental; Differdange Geba (Lux.) – Escalão: Continental; Fundacion Euskadi (Esp.) – Escalão: Continental; Lokosphinx (Rússia) – Escalão: Continental; SRA (Suíça) – Escalão: Continental; Team Wiggins (Reino Unido) – Escalão: Continental; UNO X (Nor.) – Escalão: Continental; Seleção U23 Great Britain (Reino Unido) – Escalão: Sub 23.

PREMIAR OS MELHORES

Camisola Amarela Crédito Agrícola:

Símbolo da liderança da classificação geral individual, é entregue diária e provisoriamente ao corredor melhor classificado no somatório de tempos de cada etapa e, no final, ficará com o melhor entre os melhores.

No ano passado fez-se história ao levar Luís Mendonça ao pódio 12 anos depois da última vitória portuguesa.

Camisola Preta KIA:

Pelo 3º ano consecutivo a KIA patrocina a liderança da classificação por pontos que é entregue ao corredor que somar o maior número de pontos obtidos em cada dia de competição e nas metas volantes;

Camisola Castanha Delta Cafés:

Na Volta ao Alentejo também se distinguem os trepadores.

Este símbolo de “Rei da Montanha” é entregue todos os dias a quem mais pontuar nas contagens dos prémios de montanha.

Este ano, os trepadores têm cinco oportunidades de pontuar para esta classificação.

Camisola Branca Fundação INATEL:

Os corredores nascidos após 1 de janeiro de 1996 têm uma classificação própria.

A liderança da juventude tem em conta o tempo no conjunto de todas as etapas, observando igualmente as bonificações por pontos e as penalizações.

O jovem que menos tempo somar ao longo dos cinco dias de competição envergará a camisola branca.

A competição é uma organização conjunta da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Podium Events com o patrocínio de Crédito Agrícola; KIA; Delta Cafés; Fundação INATEL; RTP; Vitalis; KTM Bikes; PROZIS, Europcar, Doublet, Cosmos Viagens, PACTO, Reguengos de Monsaraz – Capital dos Vinhos de Portugal, Jornal de Notícias; Antena 1; Cision; Centro de Informação Geoespacial do Exército; Infraestruturas de Portugal; GESAMB e com o apoio institucional de Turismo do Alentejo e Ribatejo; CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo; CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e da Junta de Freguesia de Alcáçovas – Arte Chocalheira – Património Cultural Imaterial da UNESCO; e as Câmaras Municipais de Montemor-o-Novo, Moura, Mértola, Odemira, Santiago do Cacém, Mora, Ponte de Sor, Portalegre, Castelo de Vide e Évora.

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