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BeiraNews | Outubro 18, 2019

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Álvaro recebeu palestra sobre “Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta”

Álvaro recebeu palestra sobre “Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta”
José Lagiosa

A Real Associação da Beira Interior, organizou no dia 10 de Fevereiro, uma palestra com apoio da Junta de Freguesia de Álvaro, evento esse subordinado ao tema – “Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta”.

A palestra realizou-se no edifício da Junta de Freguesia de Álvaro, e o orador convidado foi o militar, professor e historiador António Mateus Alves.

Na Mesa estiveram o orador, o secretário da Junta de Freguesia de Álvaro, Tiago Rodrigues e o representante da Real Associação da Beira Interior, Rui Mateus.

Álvaro e Oleiros pertenceram à Ordem de Malta desde o Século XII até 1834.

Muita documentação da Ordem de Malta desapareceu, na sequência da invasão de 1662 por parte de João de Áustria, que entrou na Flôr da Rosa, no Crato e muita documentação foi queimadas referente aos arquivos da Ordem de Malta.

Muita documentação sobrevivente da Ordem dos Hospitalários encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.        

A Ordem surgiu no Século XII como Ordem dos Hospitalários e no Século XVI com o nome de Ordem de Malta.

A partir de meados do Século VII os muçulmanos ocuparam toda a zona do Norte de África e o sul do Mediterrânio, onde havia muitas comunidades cristãs e cuja religião perseguiram.

Ocuparam toda a região da Palestina deixando habitar os povos conquistados, que praticavam a sua religião nos lugares santos da Palestina e Jerusalém.

A partir da I cruzada em França, que abrangia cruzados de França, Portugal, Reinos da Península Ibérica e vários Reinos da Cristandade, com esta nova situação houve a preocupação de proteger os peregrinos até à Terra Santa – Jerusalém, então no Século XII surgem duas novas Ordens com muita importância no contexto medieval, a Ordem dos Templários e a Ordem dos Hospitalários.

Jerusalém é reconquistada em 15-VII-1099.

Uma das grandes preocupações dos Hospitalários era a criação de hospitais e o tratamento dos enfermos.

Os Hospitalários também eram conhecidos como Cavaleiros de São João Baptista de Jerusalém.

O primeiro hospital é criado após a conquista da cidade de Jerusalém, que teve o auxílio das cruzadas, de Godofredo de Bulhão e dos Reis Balduíno I e Balduíno II.

O Papa Pascoal II institui a Ordem dos Hospitalários.

A cruz dos Hospitalários é oitavada cada uma das 8 extremidades, representam uma das 8 Bem-Aventuranças do Evangelho de São Mateus (capítulo 5; versículos 3-10).

Os Hospitalários teriam que ser da grande nobreza e serem regidos por um Grão-Mestre, a Ordem dos Hospitalários também tinha na sua organização: cavaleiros, padres, capelães e serventes. Portugal teve 4 Grão-Mestres da Ordem dos Hospitalários.

Com a conquista de Jerusalém por parte dos exércitos de Saladino em 1187, os Hospitalários refugiam-se em São João de Acre (1187-1291), Chipre (1291-1310), Rhodes (1310-1520), Malta (1520-1798).

Em 1798 Napoleão Bonaparte ia a caminho da campanha do Egipto e assim conquistou a ilha de Malta.

Mas com esta situação a Ordem de Malta não deixou de existir, hoje está sediada em Roma – Itália com o território de 6 quilómetros quadrados.

A Ordem dos Hospitalários terá chegado a Portugal na segunda década do Século XII, a sua primeira casa foi em Leça do Balio.

Em 1189 os Hospitalários ajudam Dom Sancho I a conquistar Silves, em 1210 Dom Sancho I doou Belver aos Hospitalários com obrigação de ai construírem um castelo.

Em 1232 Dom Sancho I doou as terras do Álvaro à Ordem dos Hospitalários, território onde se encontrava a antiga vila de Oleiros.

O Priorado do Crato, assim designado por Dom Afonso IV, foi extinto em 1834 com a consequência da vitória dos liberais na guerra civil.

Entre 1383-1385 o Priorado do Crato apoiou Dom João I de Castela e Dona Beatriz.

Esta situação aliada ao facto de se terem revoltado contra o regente Dom Pedro (1340-1349) levaram os Reis de Portugal a temer o crescente poder do Priorado do Crato.

A partir de Dom Manuel I o governo do Priorado do Crato vai ser atribuído ao segundo filho dos Monarcas de Portugal até 1834.

Dom António Prior do Crato e os Reis Dom Miguel I e Dom Pedro IV foram priores do Crato.

Houve um natural da Corujeira (antigo concelho do Crato) que foi padre capelão da Ordem de Malta – Padre António Antunes Pedroso (nasceu em 10-I-1745), era coadjutor da Igreja Matriz de Álvaro.

No final da palestra foi mostrada uma casa de turismo rural – “Casa dos Hospitalários” do Século XVII pela família que gere o empreendimento, por fim a Autarquia de Álvaro mostrou aos participantes da palestra a Igreja da Misericórdia de Álvaro.

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