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BeiraNews | Julho 12, 2020

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Duas centenas de pessoas reivindicaram a abolição de portagens na A23 e A25

Duas centenas de pessoas reivindicaram a abolição de portagens na A23 e A25
José Lagiosa

Duas centenas de manifestantes reivindicaram, no sábado, em Castelo Branco, a abolição de portagens na A23 e A25, em mais uma ação promovida pela Plataforma P’la Reposição das Scuts que terminou em frente à porta da Secretaria de Estado da Valorização do Interior, onde foi aprovada uma resolução, por unanimidade e aclamação, que foi entregue à chefe de Gabinete de João Paulo Catarino.

Os cerca de 200 manifestantes concentraram-se junto à rotunda da Europa e seguiram depois, pela Avenida General Humberto Delgado, proferindo palavras de ordem e empunhando cartazes, com expressões como “Portagens ou emprego?”, “Portagens, não” ou ainda “P’la Coesão, repor as Scuts”, até chegarem à porta da Secretaria de Estado da Valorização do Interior, onde ficaram concentrados.

António Branquinho, um dos membros da Plataforma, leu a resolução, que solicita uma audiência ao ministro das Infraestruturas que venha a ser empossado e que define a realização, no princípio do mês de maio, de uma ação pública na fronteira de Vilar Formoso, envolvendo organizações e a população de Portugal e de Espanha.

O documento define ainda a realização, em junho, de uma ação junto ao local onde se irá realizar a cimeira ibérica e promete intervir na campanha eleitoral para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da república, no sentido de exigir “compromissos sérios de abolição das portagens” aos partidos políticos e aos respetivos candidatos.

“Nos últimos quatro anos, o distrito de Castelo Branco perdeu 10.590 eleitores. Por outro lado, entre 2001 e 2010, o distrito já tinha perdido 11.799 habitantes e de 2011 a 2016, perdeu mais 13.150 habitantes (em apenas 15 anos perdeu 31.309 habitantes). Estes dados são bem esclarecedores do crescente despovoamento que este território vive”, lê-se no documento.

A resolução sublinha que é premente encontrar medidas e ações que, em simultâneo, com a abolição das portagens, “fixem e atraiam população e emprego para a região, de forma a ser revertida esta situação”.

Acrescenta também que, segundo um estudo recente sobre a criação de novas empresas e insolvência, mostra que enquanto no país, o número de insolvências diminui e a criação de empresas aumenta, no interior, e em particular nos distritos de Castelo Branco e da Guarda, “a situação é inversa”, ou seja, “estagnação na criação de novas empresas e aumento das insolvências”.

Face ao exposto, os manifestantes reafirmaram a sua posição de reivindicação pela reposição das Scut sem custos para o utilizador e, facea todos os desenvolvimentos, decidiram mandatar a Plataforma para continuar o processo de iniciativas pela reposição das Scut.

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