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BeiraNews | Setembro 19, 2019

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Oleiros exemplo no processo de reconstrução das habitações permanentes afetadas pelos incêndios

Oleiros exemplo no processo de reconstrução das habitações permanentes afetadas pelos incêndios
José Lagiosa

Quatro das 16 habitações que ficaram totalmente destruídas no incêndio, foram inauguradas na última segunda-feira

No âmbito do Programa de Apoio à Reconstrução de Habitações Permanentes – PARHP – criado após os incêndios de 15 de outubro de 2017, o Município de Oleiros recebeu na passada segunda-feira, dia 4, a Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro – CCDRC.

A equipa que esteve envolvida em todo o processo, acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Jorge, entregou as chaves de algumas das habitações permanentes afetadas pelos incêndios.

A entrega formal decorreu no Salão Nobre, onde o presidente da Câmara Municipal de Oleiros informou que por força das circunstâncias, o concelho de Oleiros foi provavelmente o último a ter os projetos aprovados devido a várias vicissitudes.

No entanto, destacou, “não é culpa de ninguém! E dou alguns exemplos para se entender isto: não era lógico nem funcional, lançar concurso para uma ou duas casas para construir, quando havia tantas casas para reabilitar. Em muitos casos aqui em Oleiros, as casas não estavam em nome das próprias pessoas, estavam em nome de antepassados deles e foi preciso regularizar isto”.

Fernando Jorge fez questão de frisar que “tudo isto, entre outras coisas, levou o seu tempo, e aqui, o trabalho do Gabinete Técnico do Município foi fundamental. E apesar de termos sido dos últimos a ter os projetos aprovados, penso que seremos o primeiro a concluir as casas na sua totalidade”.  

Por fim, acrescentou: “Costuma dizer-se que «depressa e bem, não há quem», mas há exceções e a Prof. Ana Abrunhosa é uma delas. E só assim foi possível, com as inspeções por parte da CCDRC, de toda a equipa, e com a vontade de todos em que as coisas corressem bem, que as pessoas ficassem com habitações com toda a dignidade”.

As primeiras palavras da professora Ana Abrunhosa foram para as famílias, com a noção clara de para as famílias foi uma longa espera, apesar de para quem trabalhou nestas casas o tempo ter passado a correr.

Com a reconstrução de mais de 800 habitações em mãos, situadas em 30 concelhos diferentes, a presidente da CCDRC fez questão de destacar: “Oleiros foi um exemplo e uma referência, pela facilidade de trabalho que nós temos com a equipa e com o senhor presidente, e depois pela seriedade com que esse trabalho foi feito”.

Felicitou também o presidente pela forma como organizou todo o processo das empreitadas, sendo que “tentámos fazer noutros municípios o que se fez aqui e não foi possível”.

Ana Abrunhosa deixou um último agradecimento “de forma muito sentida a todas as empresas envolvidas, à equipa de fiscalização e à equipa CCDRC. Sublinho isto: em Oleiros, sem a intervenção direta do senhor presidente da Câmara e da sua equipa isto não seria possível.”

O incêndio foi em outubro de 2017, o período para apresentação dos projetos de apoio terminou em janeiro de 2018 e a CCDRC começou a analisar os pedidos.

Neste momento, das 800 habitações referidas, garantiu que 60% estão concluídas.

Estas habitações envolvem o valor de 60 milhões de euros e estão já pagos 31,2 milhões de euros.

Seguiu-se a visita simbólica a uma das habitações na aldeia de Álvaro, com a revelação de que estão previstas novas entregas de chaves para o final de fevereiro.

No âmbito do PARHP, foram também financiadas cerca de 20 habitações permanentes danificadas parcialmente nos incêndios de outubro de 2017. Neste caso, as habitações ficaram totalmente recuperadas no final do ano de 2018.

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