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BeiraNews | Outubro 18, 2019

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Orquestra Sem Fronteiras visa “fixar talento jovem” no Interior de Portugal, diz Maestro

Orquestra Sem Fronteiras visa “fixar talento jovem” no Interior de Portugal, diz Maestro
José Lagiosa

A Orquestra Sem Fronteiras (OSF), projeto dirigido pelo maestro Martim Sousa Tavares, visa “fixar talento jovem” no Interior de Portugal, e dinamizar em termos culturais estas regiões e a zona da raia luso-espanhola.

A OSF, que terá a sua sede em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi esta semana apresentada em Lisboa, e parte com um orçamento de 100.000 euros, disse à agência Lusa Martim Sousa Tavares, que prevê conseguir mais do que este valor, pois está ainda a decorrer uma ação de “fund raising” (captação de financiamento voluntário).

A programação é gizada conforme for sendo garantido o seu suporte financeiro, disse o maestro, referindo que, para os próximos quatro meses, “está já tudo pago e garantido”.

No dia 22 de março, a OSF sob a direção musical de Martim Sousa Tavares faz a sua estreia, tocando no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova. No dia seguinte, atua no Centro Cultural de Campo Maior, no Alto Alentejo, e, no dia 24, no Palácio de Congressos Manuel Riojas, em Badajoz, na Extremadura espanhola.

A programação até junho tem previsto concertos nos concelhos de Penamacor, Covilhã e Sabugal, e ações pedagógicas em várias escolas primárias.

Do orçamento previsto, explicou Sousa Tavares, 55% destina-se a músicos e pessoal, 27% à logística, despesas que envolvem a realização e produção dos programas, como compra e aluguer de partituras, consumíveis, deslocação e alojamento, referindo que muitas vezes o alojamento é oferecido pelas autarquias ou outras entidades.

Do restante orçamento, oito por cento destina-se à criação da marca e sua identidade – “brand book” -, e à comunicação, cinco por cento, a assessoria externa (“despesas necessárias para a assessoria operacional da instituição”), e os outros cinco por cento, à administração, envolvendo o funcionamento legal e contabilístico do projeto, assim como o seu desempenho estratégico, explicou.

O maestro disse à Lusa que a orquestra procura dar resposta ao “jovem músico que não tem a possibilidade, depois de feitos os seus estudos, de fixar-se na sua região”, referindo que há recursos humanos que são “desaproveitados”

Martim Sousa Tavares contou que, anualmente, o Conservatório Real da Holanda realiza audições a alunos de música na Covilhã, para oferecer bolsas para estudar naquele país, na medida em que estes não têm possibilidade económica de ir a audições em Amesterdão.

A OSF vai “trabalhar com os melhores alunos das escolas do Interior” de Portugal, num eixo de Bragança a Beja, incluindo alunos das regiões espanholas no eixo raiano de Zamora a Olivença.

O maestro disse que são as escolas de música que propõem os alunos e, “escolhendo-se os melhores”, não descarta a possibilidade de incluir outros que, sem comprometerem o conjunto, “as escolas entendam que, para o seu desenvolvimento pessoal, [seja] importante fazerem parte da OSF”.

Todos os músicos são remunerados, sublinhou Sousa Tavares, referindo que os honorários são variáveis. E deu como exemplo: “se um músico participar apenas num concerto recebe 150 euros”.

O número de músicos que constitui a OSF não é fixo, dependendo do programa musical a executar, explicou o maestro, referindo um dos projetos, a “Orquestra de Bolso”, com 20 músicos, que vai fazer “algumas maratonas musicais, como atuar de forma seguida em cinco aldeias do Sabugal”, no distrito da Guarda.

Até ao final deste ano, a OSF tem previsto apresentar cinco programas em 17 localidades portuguesas e espanholas e envolver 102 músicos dos dois países, entre os 14 e os 20 anos.

“Nós, neste momento, estamos a trabalhar com um `pool` de alunos, porque todas as escolas enviaram a lista [dos] que querem que nós apoiemos, que está em crescimento, e que está nos 200, e a nossa missão é escoar esses alunos todos e garantir que não cheguemos ao final do ano sem que todos eles não tivessem uma experiência de trabalho”, disse Martim Sousa Tavares.

O maestro acredita que o número possa subir até 300 alunos.

Além de Martim Sousa Tavares, responsável pela direção musical e artística, a equipa dirigente da OSF inclui a violoncelista Catarina Távora, que tutelará a parte pedagógica, André Vieira, nas áreas da produção, `marketing` e comunicação, e Miguel Herdade, nos projetos sociais.

A OSF, uma associação sem fins lucrativos, conta com o apoio de mecenas e parceiros privados, das autarquias e ainda dos ministérios da Educação e da Cultura, bem como do Ministério da Economia, através da secretaria de Estado pela Valorização do Interior.

Sobre a criação da OSF, o maestro Martim Sousa Tavares afirmou: “Uma orquestra nasce da necessidade de nascer”, uma necessidade, acrescentou, que “é sentida nas regiões do interior”.

*Lusa

[concelho de]

Sabugal”, no distrito da Guarda.

Até ao final deste ano, a OSF tem previsto apresentar cinco programas em 17 localidades portuguesas e espanholas e envolver 102 músicos dos dois países, entre os 14 e os 20 anos.

“Nós, neste momento, estamos a trabalhar com um `pool` de alunos, porque todas as escolas enviaram a lista [dos] que querem que nós apoiemos, que está em crescimento, e que está nos 200, e a nossa missão é escoar esses alunos todos e garantir que não cheguemos ao final do ano sem que todos eles não tivessem uma experiência de trabalho”, disse Martim Sousa Tavares.

O maestro acredita que o número possa subir até 300 alunos.

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