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BeiraNews | Fevereiro 17, 2019

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Proliferação da vespa asiática é uma ameaça séria

Proliferação da vespa asiática é uma ameaça séria
José Lagiosa

O auditório da Biblioteca Municipal de Tomar recebeu, no sábado dia 4 de fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre a vespa velutina, também conhecida por vespa asiática.

Foi uma iniciativa do Município, através da Divisão de Proteção Civil e contou com a participação de técnicos da Enxame de Abelhas, entidade especializada no seu combate, bem como da Associação de Apicultores do Centro de Portugal.

Introduzida acidentalmente na Europa já neste século, e sem predadores, esta vespa (de tamanho superior e mais escura que a vespa comum, e com apenas uma lista amarela no abdómen – não confundir com a vespa crabro que é ainda maior mas com o abdómen todo amarelo) está a pôr em perigo a biodiversidade e nomeadamente as abelhas e a produção de fruta, além de ser mais agressiva.

Uma das maiores preocupações prende-se com o facto de provocar a morte das abelhas, não apenas directamente, mas impedindo a sua saída ao procurar as colmeias para ingerir mel.

Além dos prejuízos para os apicultores, o desaparecimento das abelhas é catastrófico para o meio ambiente, já que elas são as principais responsáveis pela polinização.

Necessária cautela para lidar com esta ameaça

Mas também a fruta pode ser dizimada por estes insectos invasores, uma vez que a picam para absorver frutose.

Ao contrário da vespa comum, a vespa asiática, quando se sente em perigo, organiza-se para atacar em grupo, pelo que pode também ser bastante perigosa para o ser humano e para os outros animais, pelo que deve ser tratada com todas as cautelas.

O seu aparecimento em Portugal deu-se pelo norte do país, alastrando para sul, tendo já sido encontrados vários ninhos no concelho de Tomar. Estes ninhos, na sua fase final, têm a forma de uma pera, com uma dimensão de cerca de 60 cm de altura, sendo criados geralmente em árvores altas, embora também já tenham sido encontrados no chão, dentro de silvados.

A única forma de combate é prevenir o aparecimento dos ninhos e, uma vez instalados, a sua remoção completa e destruição, tarefa que só deve ser realizada por técnicos especializados.

Qualquer tentativa por outros meios, nomeadamente com varas ou com armas de fogo, não só pode colocar em risco quem o fizer, como, não destruindo completamente o ninho, acabar por levar à criação de outros. Deste modo, se verificar a existência de vespas velutinas ou de um ninho das mesmas, deve contactar de imediato uma das entidades responsáveis.

O método mais eficaz para tentar evitar a sua proliferação consiste na montagem de armadilhas, usando garrafas ou garrafões de água, a utilizar especialmente nesta fase do ano, a partir de fevereiro, de modo a atrair as rainhas após a hibernação e antes que comecem a criar os seus ninhos.

Se pretende saber mais sobre este assunto, esclarecer dúvidas ou informar da existência de vespas ou de ninhos, contacte a Linha SOS Ambiente pelo número 808 200 520 ou consulte o site www.sosvespa.pt . No concelho de Tomar tem ao seu dispor o número de telefone da Proteção Civil, 249 324 030 ou da GNR, 249 320 060.

Este é uma ameaça muito séria, pelo que a sua colaboração pode fazer toda a diferença.

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