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BeiraNews | Abril 1, 2020

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Álvaro recebeu palestra sobre a Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta

Álvaro recebeu palestra sobre a Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta
José Lagiosa

A Real Associação da Beira Interior organizou, no dia 10 de fevereiro, uma palestra com apoio da Junta de Freguesia de Álvaro, evento subordinado ao tema – “Ordem dos Hospitalários / Ordem de Malta”.

A palestra realizou-se no edifício da Junta de Freguesia de Álvaro e o orador convidado foi o militar, professor e historiador António Mateus Alves.

Na Mesa estiveram o orador, o secretário da Junta de Freguesia de Álvaro, Tiago Rodrigues e o representante da Real Associação da Beira Interior, Rui Mateus.

Álvaro e Oleiros pertenceram à Ordem de Malta desde o Século XII até 1834.

Muita documentação da Ordem de Malta desapareceu, na sequência da invasão de 1662 por parte de João de Áustria, que entrou na Flôr da Rosa, Crato e muita documentação foi queimadas referente aos arquivos da Ordem de Malta.

Muita documentação sobrevivente da Ordem dos Hospitalários encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.        

A Ordem surgiu no Século XII como Ordem dos Hospitalários e no Século XVI com o nome de Ordem de Malta.

A partir de meados do Século VII os muçulmanos ocuparam toda a zona do Norte de África e o sul do Mediterrânio, onde havia muitas comunidades cristãs e cuja religião perseguiram.

Ocuparam toda a região da Palestina deixando habitar os povos conquistados, que praticavam a sua religião nos lugares santos da Palestina e Jerusalém.

A partir da I cruzada em França, que abrangia cruzados de França, Portugal, Reinos da Península Ibérica e vários Reinos da Cristandade, com esta nova situação houve a preocupação de proteger os peregrinos até à Terra Santa, Jerusalém, então no Século XII surgem duas novas Ordens com muita importância no contexto medieval, a Ordem dos Templários e a Ordem dos Hospitalários. Jerusalém é reconquistada em 15-VII-1099.

Uma das grandes preocupações dos Hospitalários era a criação de hospitais e o tratamento dos enfermos, os Hospitalários também eram conhecidos como Cavaleiros de São João Baptista de Jerusalém.

O primeiro hospital é criado após a conquista da cidade de Jerusalém, que teve o auxílio das cruzadas, de Godofredo de Bulhão e dos Reis Balduíno I e Balduíno II.

O Papa Pascoal II institui a Ordem dos Hospitalários.

A cruz dos Hospitalários é octavada cada uma das 8 extremidades, representam uma das 8 Bem-Aventuranças do Evangelho de São Mateus (capítulo 5; versículos 3-10).

Os Hospitalários teriam que ser da grande nobreza e serem regidos por um Grão-Mestre, a Ordem dos Hospitalários também tinha na sua organização: cavaleiros, padres, capelães e serventes.

Portugal teve 4 Grão-Mestres da Ordem dos Hospitalários.

Com a conquista de Jerusalém por parte dos exércitos de Saladino em 1187, os Hospitalários refugiam-se em São João de Acre (1187-1291), Chipre (1291-1310), Rhodes (1310-1520), Malta (1520-1798).

Em 1798 Napoleão Bonaparte ia a caminho da campanha do Egipto e assim conquistou a ilha de Malta.

Apesar desta situação, a Ordem de Malta não deixou de existir, hoje está sediada em Roma, Itália com o território de 6 quilómetros quadrados.

A Ordem dos Hospitalários terá chegado a Portugal na segunda década do Século XII, a sua primeira casa foi em Leça do Balio.

Em 1189 os Hospitalários ajudam Dom Sancho I a conquistar Silves, em 1210 Dom Sancho I doou Belver aos Hospitalários com obrigação de ai construírem um castelo.

Em 1232 Dom Sancho I doou as terras do Álvaro à Ordem dos Hospitalários, território onde se encontrava a antiga vila de Oleiros.

O Priorado do Crato (que foi assim designado por Dom Afonso IV).

Sendo extinto em 1834 com a consequência da vitória dos liberais na guerra civil.

Entre 1383-1385 o Priorado do Crato apoiou Dom João I de Castela e Dona Beatriz.

Esta situação aliada ao facto de se terem revoltado contra o regente Dom Pedro (1340-1349) levaram os Reis de Portugal a temer o crescente poder do Priorado do Crato. A partir de Dom Manuel I o governo do Priorado do Crato vai ser atribuído ao segundo filho dos Monarcas de Portugal até 1834.

Dom António Prior do Crato e os Reis Dom Miguel I e Dom Pedro IV foram priores do Crato. Houve um natural da Corujeira (antigo concelho do Crato) que foi padre capelão da Ordem de Malta – Padre António Antunes Pedroso (nasceu em 10-I-1745), era coadjutor da Igreja Matriz de Álvaro.

No final da palestra foi mostrada uma casa de turismo rural – “Casa dos Hospitalários” do Século XVII pela família que gere o empreendimento, por fim a Autarquia de Álvaro mostro aos participantes da palestra a Igreja da Misericórdia de Álvaro.

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