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BeiraNews | Maio 23, 2019

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Europa que futuro?… por Paulo Sande do Aliança

Europa que futuro?… por Paulo Sande do Aliança
José Lagiosa

Refundar a Europa!

A União Europeia vive uma crise sem precedentes. O sonho europeu está em vias de se tornar um pesadelo. Nunca foi tão grande o risco de desagregação e tão acentuada a incerteza sobre o futuro.

Paulo Sande

No tempo que a Europa atravessa, e tendo em conta o percurso de Portugal na União Europeia, a Aliança e os seus candidatos às eleições para o Parlamento Europeu defendem uma nova atitude de Portugal em Bruxelas. É primordial atingir a convergência dos rendimentos dos portugueses com a média dos rendimentos dos cidadãos europeus, por via da coesão económica e social, princípio que deve ser transversal a todas as políticas europeias. Trata-se de reduzir as diferenças do nível de vida que hoje persistem no território europeu.

A crise pode ser atribuída ao crescente ceticismo dos cidadãos e à rejeição da própria integração europeia. Contudo, o Eurobarómetro publicado a um ano das eleições europeias concluiu que 67%dos europeus consideram ter o seu país beneficiado por ser membro da União, a percentagem mais elevada desde 1983.

Em Portugal esse número atingiu 78%. Ou seja, continuam os europeus a acreditar na Europa, mas em simultâneo desencantados pelas crises, as indefinições face às ameaças, o incumprimento das expectativas criadas nos anos dourados do crescimento contínuo, a rejeição do comportamento de uma parte da classe política.

As próximas eleições europeias são decisivas para o futuro e podem significar a escolha entre integração europeia e o progressivo desmembramento do projeto comunitário.

Portugal regista das mais baixas taxas de participação eleitoral nas eleições europeias. Temos de contrariar essa tendência já a 26 de maio, mostrando que quem decide sobre a Europa também somos nós.

Em Portugal, a campanha para as europeias centra-se, quase sempre, em assuntos nacionais. Queremos que desta vez seja diferente e, por isso, a Aliança apresenta uma lista com novos rostos, novas pessoas, dispostas a representar e a defender os interesses de Portugal na Europa. Uma lista liderada por alguém que pensa e trabalha a Europa há décadas.

E neste quadro, a Aliança defende o equilíbrio orçamental, no respeito pelos Tratados Europeus,mas sublinhando a necessidade de o mesmo ser alcançado por via do incremento da receita gerada pelo crescimento económico e não apenas por via da redução da despesa.

Queremos uma Europa mais humana, ao serviço das pessoas. Para preservar o sonho europeu devemos corrigir os erros da integração europeia.

Queremos ajudar a refundar a Europa, para dessa forma a salvar.

Acreditamos no projeto europeu, mas recusamos dogmas sobre a construção europeia. O caminho passa pela efetiva coesão social e económica entre os Estados membros da União. Só assim será possível concretizar a “Unidade na Diversidade”.

Estamos conscientes da dificuldade desta campanha. Há uma desconfiança crescente em relação aos partidos políticos tradicionais e muitas barreiras à afirmação de novos projetos. Por isso, assumimos a responsabilidade de sermos a alternativa aos partidos há décadas representados no Parlamento Europeu. Só assim teremos políticas baseadas numa nova atitude em Bruxelas.

Uma atitude cuja premissa é o crescimento económico, crucial para o desenvolvimento de Portugal. Queremos reforçar o projeto europeu, mudando-o. O nosso Manifesto, com 21 medidas concretas, assume essa visão e as causas, a responsabilidade, a atitude, a proximidade e o objetivo de pôr Portugal a crescer e a convergir com os seus parceiros europeus.

São 21 medidas para mudar Portugal e para mudar a Europa. Precisamos de preservar e continuar a alimentar o sonho europeu e, por isso, temos de Refundar a Europa!

*Paulo Almeida Sande
Cabeça de Lista da Aliança à Eleições Europeias

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