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II Encontro da Cultura Popular do Ribatejo dia 25 de maio na Barquinha

Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, 25 de maio de 2019

Região especialmente heterogénea, o Ribatejo, carece de uma análise social e cultural que permita perceber a sua matriz conceptual em volta da qual a ideia de Região se estruture e desenvolva.

Se a identidade cultural, seja a que nível de abrangência for, é feita de identidades múltiplas, o Ribatejo pode e deve ser visto, precisamente, como oportunidade e cadinho de análises experimentais, multivalentes e diversificadas, como diversificadas são as matrizes culturais e, até sociais, em presença.

Na sequência de anteriores acções, mais específicas, desenvolvidas pelo Fórum Ribatejo, o II Encontro de Cultura Popular do Ribatejo, realizado em estreita parceria com a Câmara Municipal da Barquinha, surge, agora, como um imperativo de reflexão sobre o Ribatejo, permitindo evidenciar a produção teórica que, nos últimos anos, tem contribuído para valorizar a representação antropológica desta região. 

Pretendem-se formular diversas interrogações sobre o que podemos compreender agora, à luz dos mais actuais e diversos conhecimentos, em temáticas como a religiosidade popular, trabalho, relações sociais e de género, ciclo de vida, saúde e alimentação.

Para tanto, o Fórum Ribatejo ambiciona estimular um diálogo, aberto e partilhado, entre investigadores oriundos dos mais diversos campos científicos: da história à geofísica, da economia ao património, da literatura ao turismo, da biologia à antropologia, e demais domínios do conhecimento. 

Articulando, neste contexto, o nosso passado histórico com o presente, procurar-se-á examinar as representações diacrónicas do corpo social e cultural, da economia e desenvolvimento regional e local, bem como questionar a importância dos factores identitários, enquanto mecanismos que, ontem e hoje, produzem ou não, em cada um de nós, um sentimento de pertença regional.

Complementarmente, pretende-se perceber, também, a importância histórico-cultural da matriz agrícola, numa região que aí assenta, afinal, as condições primordiais da sua existência.

Com um leque temático abrangente e interpelando investigadores de áreas diversas, o II Encontro da Cultura Popular do Ribatejo visa, assim, lançar um debate que se mantém actual e que corresponde aos interesses de um número crescente de investigadores e de público.

Num tempo em que as regiões administrativas terminaram, já, há muito e os próprios distritos desapareceram também; em vésperas de eventual criação de uma NUT que possa, ou não, resgatar diversos concelhos de outras circunscrições onde a sua inserção é menos lógica e natural; quando se registam alguns discursos favoráveis à reunificação num só território dos concelhos que hoje integram duas Comunidades Intermunicipais e que têm de pedir bênção a diversas estruturas sedeadas em Lisboa, Coimbra, Évora, Vila Franca de Xira ou Caldas da Rainha,

– Quais as razões que sustentam, a manutenção de uma ideia de Ribatejo, e que referências matriciais poderão ser avocadas, para a construção do seu imaginário cultural?

O II Encontro de Cultura Popular do Ribatejo destina-se, naturalmente, a todos os profissionais e académicos das áreas da cultura e do social, e, em especial, aos investigadores das áreas das ciências sociais, professores dos diversos graus de ensino, técnicos culturais da administração regional e autárquica, profissionais de turismo e do património e responsáveis técnicos das associações que se devotam à pesquisa e ao estudo do património etnográfico e folclórico da nossa região.

Enfim, a Todos os segmentos activos de um público-alvo particularmente alargado.

Numa perspetiva que se pretende essencialmente patrimonial e conceptualmente imaterial, este II Encontro de Cultura Popular do Ribatejo, irá privilegiar as seguintes linhas temáticas:

– Festas populares, cíclicas e comunitárias. A sacralização da natureza.

– Família e ciclo de vida. O papel da mulher e os ritos de passagem.

– Terapêuticas, saúde e condições alimentares.

– A religiosidade popular. Cultos e romarias; promessas e ex-votos.

Refira-se, entretanto, queestá a decorrer o prazo de inscrição para a apresentação de comunicações a integrar nos trabalhos.

A apresentação deverá constar de uma síntese até quinze linhas, título e palavras-chave.

Deverá ser, ainda, acompanhada de uma síntese biográfica curricular com o máximo de doze linhas. As mesmas deverão ser acompanhadas de endereços de contacto telefónico e de mail.

A apresentação de textos comunicacionais não representará, para o Autor, quaisquer encargos.

No eventual processo de selecção serão tidos em conta a respectiva ordem de entrada, aspectos de adequação aos temas previstos e respectivas relevâncias.

Dos resultados de avaliação serão fornecidas as devidas informações aos respectivos candidatos, num prazo que decorre até ao dia 15 de Abril de 2019.

Contactos

Mail de registo de candidatura e de presença:  gabriela.rodrigues@cm-vnbarquinha.pt

Telefones de contacto e prestações de esclarecimento:

                                                              249 720 358

                                                              927 410 436

                                                              966 765 309

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