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Município de Proença assina protocolos com duas empresas do sector tecnológico

O Município de Proença-a-Nova e as empresas do sector tecnológico Babel e Noesis assinaram, durante a realização do II Fórum Empresarial, protocolos de colaboração para a instalação destas duas associadas da OutSystems na vila de Proença-a-Nova.

À Babel, que já se encontra a trabalhar no Conjunto de Edifícios desde o ano passado, junta-se agora a Noesis e em breve uma terceira empresa, sendo responsáveis neste momento pela criação de mais de 20 postos de trabalho.

Alguns dos colaboradores são licenciados que frequentaram uma ação de formação para reconversão de competências e que, desta forma, encontram agora um local para exercerem as novas funções.

“O sector tecnológico é, sem dúvida, um dos que mais de adapta a um território com as nossas características e será fundamental ampliarmos as empresas de base tecnológica aqui instaladas para, através delas, potenciarmos outros sectores de atividade, alguns indiretamente, sempre com o objetivo de trazer e fixar pessoas no interior”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo.

Durante o II Forum Empresarial, com o tema “Que Empresas de Futuro em Territórios de Baixa Densidade”, que decorreu a 14 de junho, foram apresentadas estratégias para valorizar os recursos já existentes para fazer a diferença num mercado global onde há mais garantias de sucesso se as empresas se unirem nesse desígnio.

“São os empresários que criam riqueza, que desenvolvem os territórios, que criam emprego. Ser empresário no interior é sempre mais difícil, mas estes territórios têm recursos únicos que devem ser valorizados e isto só se faz com os empresários. É possível nestes territórios fazer a diferença”, afirmou Conceição Carvalho, responsável pelas áreas do conhecimento, inovação e competitividade do programa operacional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Para além da área tecnológica, é possível apostar em sectores que podem representar uma oportunidade de negócio, como os produtos regionais.

A tigelada, cujo o processo de qualificação está iniciado com vista à sua comercialização, é um exemplo.

“A qualificação destes produtos tem custos, mas também tem as suas vantagens. Dá garantias de qualidade e segurança ao consumidor. Sempre que possível sejam empreendedores endógenos e produzam para um consumo local. No caso concreto da tigelada, há procura no mercado”, apelou António Moitinho Rodrigues, diretor científico do Centro de Apoio Agroalimentar de Castelo Branco.

“É voltar ao antigamente com nova tecnologia e inovação, mais eficiente para valorizar o território”, acrescentou João Nunes, presidente e CEO da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, uma associação sem fins lucrativos com um novo modelo de desenvolvimento de atividades de investigação e intensificação tecnológica de excelência, incubação de ideias e empresas e apoio ao tecido económico em regiões interiores e rurais.

Ricardo Araújo, diretor ecosystem talent da Outsystems, falou da experiência da empresa em Proença-a-Nova, onde já se encontram instalados há dez anos, que completam a 21 de setembro deste ano, e que permitiu à comunidade ter talento jovem que dinamiza, atrai e cria um ciclo positivo de crescimento para o ecossistema local.

No encerramento deste seminário esteve presente João Paulo Catarino, secretário de Estado da Valorização do Interior, que referiu que “as assimetrias não se resolvem de um dia para o outro”, mas que a criação da Unidade de Missão para a Valorização do Interior foi um importante passo dado pelo Governo, a que se seguiu a criação da Secretaria de Estado que, em articulação com os diferentes ministérios, conseguiu criar apoio para os territórios do interior.

Durante o Forum, foram ainda entregues, um galardão e diplomas às sete empresas do concelho reconhecidas como PME Líder, quatro das quais acumulam a distinção de PME Excelência e que receberam, na manhã do dia 14 de junho, a visita de todos os galardoados numa troca de experiências que foi destacada por João Lobo.

“As nossas PME líderes e de excelência são de sectores distintos e, com esta iniciativa, pretendemos ser facilitadores de contactos pois o futuro das empresas dos territórios de baixa densidade passa necessariamente pela realização de parcerias. Juntos somos mais fortes e resilientes”, referiu o presidente da Câmara.

No final do Forum Empresarial, foram ainda agraciados os empresários presentes, como reconhecimento do trabalho realizado diariamente em prol do desenvolvimento do concelho.

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