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BeiraNews | Dezembro 6, 2019

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Armindo Araújo vence Rali de Castelo Branco 2019

Armindo Araújo vence Rali de Castelo Branco 2019
José Lagiosa
  • Campeão nacional foi o mais forte em embate intenso com Ricardo Teodósio
  • Miguel Barbosa segura terceiro posto por 1,1s face a José Pedro Fontes
  • Daniel Nunes vence entre os pilotos com carros de duas rodas motrizes
  • Fernando Teotónio triunfa para o Campeonato Centro de Ralis

Armindo Araújo e Luís Ramalho são os grandes vencedores do Rali de Castelo Branco 2019.

A dupla campeã nacional em título venceu a jornada pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis e aproximou-se dos líderes do campeonato, Ricardo Teodósio e José Teixeira, que depois do triunfo em 2018 tiveram de se contentar com a segunda posição.

Miguel Barbosa e Jorge Carvalho terminaram a sua participação nesta ronda no último lugar do pódio.

As equipas do Hyundai i20 R5 e do Skoda Fabia R5 protagonizaram um embate frenético ao longo de dois dias de competição.

Araújo e Teodósio andaram sempre muito perto e foi preciso entrar para a última secção do Rali de Castelo Branco para se começar a perceber que o piloto de Santo Tirso estava a ganhar vantagem.

Quando faltavam três troços para a conclusão da prova, os dois primeiros estavam separados por apenas 2,7 segundos.

A segunda passagem por Paiágua – Pé da Serra 2 foi determinante, pois Armindo Araújo bateu Ricardo Teodósio por 5,4 segundos e aumentou a distância para 8,1 segundos.

Este triunfo é especial para o campeão nacional de ralis pois foi nesta região que obteve a primeira vitória da sua carreira.

“Nós entrámos ainda mais fortes durante a tarde. Penso que trabalhámos bem as afinações do Hyundai para andar rápido nas zonas sujas. Isso deu-nos confiança para atacar, o que nos deu uma vantagem e conseguimos trazer o carro com uma vitória. Era o nosso grande objectivo. Foi, sem dúvida, importante para as contas do campeonato”, disse o vencedor do Rali de Castelo Branco, Armindo Araújo.

Segundo classificado, Ricardo Teodósio ficou satisfeito com o seu desempenho.

O Skoda Fabia R5 de Ricardo Teodósio

“O resultado é positivo. Não podemos dizer que não. Gostávamos de ganhar. Fizemos para isso. Tentámos, a todo o custo, minimizar a diferença que tínhamos para o Armindo, mas na parte da tarde os troços estavam muito sujos. Temos de pensar também no campeonato. Não pudemos pensar só no rali em si”, explicou o líder do campeonato.

Miguel Barbosa e Jorge Carvalho completaram o pódio depois de um duelo muito intenso com José Pedro Fontes.

Depois de terem andado separados por uma diferença nunca superior a 7,4s no primeiro dia, com vantagem para o piloto do Citroën C3 R5, o domingo ficou marcado pela velocidade imposta por Barbosa.

Ao volante do Skoda Fabia R5, o piloto navegado por Jorge Carvalho recuperou o tempo perdido e conseguiu subir na classificação.

Ainda durante a secção matinal, ocupou o terceiro posto da geral e não mais o largou.

Durante a tarde, a incerteza manteve-se até à derradeira classificativa mas Barbosa e Fontes acabaram mesmo em terceiro e quarto, respectivamente, separados por 1,1 segundos.

“Foi difícil, como é óbvio. O José Pedro é um especialista no asfalto e sabíamos que ia ser complicado. Ontem terminámos em quarto. A segunda super-especial não nos correu bem. Mas queríamos chegar ao pódio e fazer uma prova. Cedo percebemos que iria ser difícil acompanhar o ritmo do Armindo e do Ricardo, a quem dou os parabéns. Fizeram um grande rali. Estiveram um furo acima e restou-nos lutar pelo último lugar do pódio”, explicou Miguel Barbosa.

Bruno Magalhães, que se estreou com o Hyundai i20 R5 em piso de asfalto, fechou o lote dos cinco primeiros.

O piloto sentiu dificuldades para seguir os quatro da frente e teve de se contentar com esta posição.

Daniel Nunes impõe Peugeot 208 R2

Ao volante do pequeno modelo do construtor francês, Daniel Nunes foi a estrela maior entre os concorrentes com viaturas de tracção dianteira.

O piloto do Peugeot venceu neste particular com uma vantagem superior a um minuto para o segundo classificado, Gil Antunes.

Paulo Neto concluiu uma prova em que não começou da melhor forma.

Depois de um furo no seu Citroën logo na especial inaugural, procurou recuperar terreno e fechou no pódio entre os carros com duas rodas motrizes.

“Fizemos o pleno. Ganhámos as dez especiais. Era o que pretendíamos. Todos fizemos um excelente trabalho, a nível de setup, a nível de pneus fizemos a escolha ideal. Entrámos com um ritmo extremamente forte e conseguimos vencer todas as classificativas e a prova nas duas rodas motrizes”, afirmou Daniel Nunes.

Nelson Trindade, em Mitsubishi Lancer Evo X, venceu o Agrupamento de Produção e Hugo Araújo estreou-se no Campeonato de Portugal de Ralis com a vitória em RC5.

Fernando Teotónio ganha no Campeonato Centro de Ralis

Na classificação para o Campeonato Centro de Ralis, Fernando Teotónio foi o grande dominador do Rali de Castelo Branco.

Ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo IX, venceu todas as especiais da prova e acabou com uma vantagem superior a um minuto sobre Gonçalo Figueroa, em Ford Escort MK II. Eduardo Veiga, também em Ford Escort MK II, fechou o pódio apenas a 2,4 segundos do adversário que terminou na posição acima.

Concluído o Rali de Castelo Branco, a Escuderia Castelo Branco organiza, ainda, uma prova de perícia já no próximo dia 6 de julho e, de seguida, faz uma pequena pausa de verão.

Em setembro organiza a Baja TT de Idanha, pontuável para os campeonatos nacionais de automóveis e motos.

*Fotos: João Picado

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