Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Setembro 16, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Fórum do Turismo Gastronómico Sustentável debate estratégias para o futuro no Algarve

Fórum do Turismo Gastronómico Sustentável debate estratégias para o futuro no Algarve
José Lagiosa

No âmbito do programa Medfest, discutiram-se acções concretas para integrar experiências gastronómicas nas agendas das entidade privadas e públicas

O dicionário define “gastronomia” como “o estudo da relação entre comida e cultura”.

Portugal é, a esse nível, um país imensamente rico, e o Medfest – programa europeu que agrupa oito países do Mediterrâneo em torno do território comum da Dieta Mediterrânica – tem trabalhado para estruturar essa riqueza em rotas agregadoras de mais-valias, económica e culturalmente falando.

Na semana passada, na Universidade de Faro, no Algarve, reuniram-se 22 participantes dos setores público e privado da região do Algarve em torno de Reflexões Sobre Turismo Económico Sustentável.

Estiveram presentes neste evento 7 representantes do setor privado, envolvidos com experiências de turismo gastronómico (restauração, roteiros gastronómicos, hotelaria, entre outros…) e 13 representantes de instituições públicas governamentais importantes para o fortalecimento das políticas públicas voltadas para o sector.

Foi o caso da Direção Regional de Agricultura e Pesca (Drap), da Universidade do Algarve (UAlg), da Escola de Hotelaria do Algarve, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR), do Turismo do Algarve e da Câmara Municipal de Loulé e Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL.

Juntos, discutiram estratégias para o futuro do turismo gastronómico da região e debateram possíveis consensos para a definição de Turismo Gastronómico Sustentável (TGS).

Doçaria algarvia

Começou por definir-se o conceito de experiência de turismo gastronómica sustentável, “assente no uso dos recursos do território, na produção e no consumo de produtos locais; nos saberes e práticas de uso dos alimentos que valorizam a ação intergeracional de salvaguarda e promotora da cultura da região”.

“Uma experiência gastronómica de turismo sustentável deve despertar os cinco sentidos. A envolvência da experiência em si deve ser integrada e multidimensional, uma imersão ativa do próprio turista, do ponto de vista social, económica e ambientalmente sustentável”, sintetizou Artur Gregório, presidente da direcção da Associação In Loco e coordenador do projecto MEDFEST em Portugal.

Uma das perguntas-chave do Fórum foi: “Quemodelo de Turismo Gastronómico Sustentável queremos para Portugal em 2030?”.

Consequentemente, deu-se início ao debate “O que temos que fazer para chegar lá?”.

Questões como “Como podem cooperar públicos e privados ou “Como integrar experiências de Turismo Gastronómico Sustentável nos planos de ação de entidades privadas e públicas” foram amplamente discutidas.

A ideia é atrair para Portugal e para o Algarve turistas mais conscientes e um público mais desperto para um turismo consciente e sustentável.

Para isso, concluiu-se ser necessário rever a capacidade turística do Algarve; diminuir e controlar o turismo de massa; dotar de certificação as empresas que prestam serviços na área; gerar maior envolvimento e sensibilização das comunidades e atores locais; oferecer maior diversificação nas ofertas turísticas, levando em consideração os recursos consoante a época do ano; criar redes de apoios aos pequenos produtores para escoamento e venda; e preservar e conservar a paisagem local.

Este fórum é mais um passo no programa de intervenção do MEDFEST – projecto de três anos (2017-2019), inserido no programa de cooperação INTERREG-MED, que une oito países do Mediterrâneo na valorização do Turismo Gastronómico Sustentável – e que culminará, a 5 de Setembro, com uma Conferência Internacional sobre Turismo Gastronómico Sustentável, que irá decorrer na Pousada de Tavira.

Comentar