Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível ao visitante. As informações de cookies são guardadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando volta ao nosso site e ajuda a nossa equipa a entender que secções do site considera mais interessantes e úteis.
Teatro das Beiras em digressão com a peça “Entremezes”
O Teatro das Beiras continua em digressão pelo concelho da Covilhã com a peça “Entremezes”, sendo as próximas apresentações em Covilhã, Boidobra, S. Jorge da Beira, Barco e Vale Formoso.
Além das apresentações no concelho da Covilhã, marcará presença no 2º Festival de Teatro de Rua, em Chaves, e no Festival Altitudes, em Campo Benfeito (Castro Daire).
Próximas apresentações:
3.agosto.2019, às 22h > BOIDOBRA (Parque Duppigheim)
6.agosto.2019, às 22h > S. JORGE DA BEIRA (Pátio das Escolas)
7.agosto.2019, às 22h > BARCO (Em frente a Junta de Freguesia)
8.agosto.2019, às 22h > VALE FORMOSO (Largo Dr. Joaquim Pereira Macedo)
10.agosto.2019, às 22h30 > CHAVES – no âmbito do 2º Festival de Teatro de Rua, organizado por Teatro Estúdio Flaviense
13.agosto.2019, às 21h30 > CAMPO BENFEITO – no âmbito do Festival Altitudes, organizado por Teatro do Montemuro
Sobre a peça “Entremezes”:
Aquando da nossa independência em 1640, com a redefinição das nossas fronteiras, a pesca no rio Minho gerou questiúnculas entre galegos e portugueses. Isso deu tema e conteúdo ao “Entremés Famoso sobre da pesca do Rio Minho”, primeiro texto da literatura dramática galega.
Nessa peça, o português era um fidalgote egoísta fanfarrão e arrogante que era combatido com sucesso pelos labregos paroquianos de Tuy.
Este “Entremezes” é como uma resposta jocosa, a olhar com ternura e simpatia para os descendentes desses galegos separados de nós pela mesma língua.
Fomos separados por fronteiras políticas. Não culturais nem geográficas.
Ainda existe em Portugal memória do Couto Misto (Mixto para os galegos).
Trata-se de um pequeno enclave, formado por quatro aldeias vizinhas, a norte de Chaves, que durou como república independente durante séculos.
No século XX, Portugal e Castela, perdão, Espanha resolveram incorporar aquele território nos respetivos países.
A alienação e novo desenho das fronteiras mútuas deram, por exemplo como resultado, a separação de uma casa a meio.
Esse facto deu tema e conteúdo a parte do nosso “Entremezes”.
“Resolvemos seguir por essa via das rimas ora de sete sílabas, ora de oito sílabas e até mesmo de dez. Rimas tratadas com vontade de brincar com a nossa língua e a dos outros, (a peça é falada em cinco) sempre sorrindo e rindo, de vez em quando. Usando bombos, cavaquinhos, dança ingénua e desejo de afadistar a vida, sem esquecer momentos filosofantes sobre a necessidade ou desnecessidade das fronteiras”.
Esperamos que fique, no final, uma grande simpatia e mais proximidade com os nossos vizinhos, a quem continuamos ligados pela mesma raia, e unidos por memórias e histórias comuns.
Que estes Entremezes vos possam ser de bom proveito.
Ficha artística
Texto e encenação: José Carretas
Figurinos: Margarida Wellenkamp
Música original: Telmo Marques
Desenho de luz: Hâmbar de Sousa
Operação de luz e som: Luca Fernandes
Confeção de figurinos: Alfaiataria Juvenal e Lucinda Silva
Carpintaria: Ivo Cunha
Cartaz: Luís Mouro
Fotografia de cartaz: Fernando Landeira
Direção de produção: Fernando Sena
Produção: Celina Gonçalves
Interpretação: Fernando Landeira, Hâmbar de Sousa, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira
Género: Teatro (Comédia) | Duração: aprox. 60 minutos | Classificação etária: maiores 6 anos




Comentar