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“As pessoas no interior não podem ser apenas figurantes” para os turistas

“Turismo no Interior: valorizar recursos, ousar ser diferente” foi o tema da conferência “Interioridades#4” que decorreu na aldeia da Figueira, no dia 21 de setembro, contando com onze apresentações de oradores ligados ao sector do turismo, da gastronomia aos vinhos, da rede de aldeias do xisto ao Geopark Naturtejo, das empresas à academia.

Numa organização do Jornal do Fundão, com o apoio do Município de Proença-a-Nova, o tema acabou por se centrar nos pontos fortes da oferta turística no Interior, remetendo para a autenticidade, característica extremamente valorizada pelo perfil do turista que importa atrair.

“As pessoas no interior não podem ser apenas figurantes”, alertou o secretário de Estado da Valorização do Interior chamando a atenção para a necessidade de o turista deixar retorno económico no território.

Para isso, é necessário estruturar e qualificar a oferta.

João Paulo Catarino deixou o exemplo do Programa Valorizar, no âmbito do qual foram aprovados mais de 250 projetos exclusivamente no interior do país, representando um investimento de 100 milhões de euros.

“Temos a consciência que o turismo pode e deve ser uma grande alavanca do desenvolvimento económico”, referiu, ainda que não possa ser o único motor económico de uma região ou de um país.

O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, apresentou esta região como um território de oportunidade.

“Nessa condição de sermos autênticos, é um direito que nos assiste termos condições diferenciadas relativamente àquilo que são os investimentos e à capacidade de olharem para nós como geradores de riqueza e de oportunidade”, afirmou.

Na sua perspetiva, é igualmente necessário que os agentes privados invistam, alavancando o investimento público.

“Para o próximo quadro comunitário teremos de pensar as políticas no sector do turismo para as traduzirmos em ações concretas no terreno”.

Com quase 60 pessoas na assistência, apesar do dia de chuva, a iniciativa incentivou os presentes a refletir sobre turismo, pontos fortes e desafios, oportunidades e ameaças, através das apresentações de Roberto Antunes, do Centro de Inovação do Turismo, João Leitão, da Universidade da Beira Interior, Bruno Ramos, da ADXTUR, Inês Cardoso, subdiretora do Jornal de Notícias, Ricardo Araújo, da OutSystems, Hugo Landeiro, da Hugo Landeiro Design, Mateus Brandão, escritor e líder de viagens Nomad, Apolónia Rodrigues, da Darksky Tourism, Francisco Godinho, dos vinhos Monte Barbo, Rui Lopes, chef e consultor em gastronomia e restauração e Joana Rodrigues, do Geopark Naturtejo.

A moderação esteve a cargo de Rui Pelejão Marques, do Jornal do Fundão, e de Joana Pereira, da Casa da Ti Augusta.

Cumpriu-se assim um dos objetivos deste Interioridades: “Levar a palavra e a reflexão até às fronteiras exteriores dos auditórios e colocá-las no coração das comunidades, num momento que convida à partilha coletiva”, referiu Nuno Francisco, do Jornal do Fundão.

“Mais do que uma causa, é uma obrigação comum, é valorizar, enaltecer e ajudar a abrir caminhos de esperança para estes territórios”.

Como anfitriã da conferência, Joana Pereira referiu que os turistas que visitam a aldeia do xisto da Figueira pretendem fazer parte do seu quotidiano, experimentando a gastronomia local e conhecendo “os saberes e os fazeres” dos seus habitantes e que não querem saber de fronteiras.

A continuidade dos projetos é fundamental para que haja a tal estruturação e qualificação de uma oferta que seja valorizada por turistas que pretendem uma experiência imersiva naquilo que torna o interior centro verdadeiramente distintivo do resto do país.

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