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BeiraNews | Novembro 12, 2019

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Avançar por um distrito com futuro!…por Ana Maria Leitão da CDU

Avançar por um distrito com futuro!…por Ana Maria Leitão da CDU
José Lagiosa

Nas próximas eleições de 6 de Outubro para a Assembleia da República, a questão que se coloca é de optar entre avançar decididamente com o reforço da CDU na concretização de uma política que dê resposta às aspirações dos trabalhadores e do povo, ou de, pela mão do PS, PSD e CDS andar para trás no que se conquistou. É esta a opção que cada um tem de decidir com o seu voto: a de avançar ou andar para trás.

Ana Maria Leitão

Vale a pena lembrar a importância da legislatura que agora termina. Desde logo, o valor do voto de cada eleitor(a) para a eleição de cada um(a) dos(as) 230 deputados(as), que deitou por terra a falsidade da tese da eleição do primeiro-ministro, propalada para favorecer PS e PSD e assegurar o rodar entre si no poder, com ou sem o CDS. Depois, pelo que impediu, lembrando que PSD/CDS preparavam-se para cortar mais 600 milhões de euros nas pensões, destruir mais direitos e privatizar a água, por exemplo. Mas sobretudo pelo que se recuperou e conquistou, provando que é a valorização dos rendimentos e dos direitos que conduz ao desenvolvimento e ao progresso. Medidas como a reposição e aumento de salários e reformas, subida do salário mínimo nacional, manuais escolares grátis, redução dos preços dos passes sociais, desagravamento fiscal do IRS para os salários mais baixos, eliminação do PEC para pequenos e médios empresários, reposição de feriados, entre muitas outras. Medidas que têm a marca da CDU! E se não se avançou mais, foi porque o PS não deixou e porque, em matérias essenciais, como a legislação laboral, preferiu entender-se com o PSD e o CDS. Entendimentos que, chumbando as sucessivas propostas do PCP, impediram o fim das portagens nas ex-SCUT e a devolução às populações das freguesias roubadas, deixando claro que PS, PSD e CDS dizem uma coisa no distrito e fazem outra no Parlamento. Ao contrário, a CDU é uma só força e uma só cara!

Também em Castelo Branco estamos confrontados com a escolha entre avançar, reforçando a CDU, ou permitir que tudo fique na mesma nas mãos dos partidos do costume. Ao distrito caberá a eleição de 4 deputados. E a realidade não é animadora: nestas eleições o distrito perde cerca de 11 mil eleitores. Historicamente, apenas PS e PSD têm conseguido eleger deputados. Deputados que ninguém vê, ninguém conhece, ou que, passadas as eleições se esquecem do distrito, ou vão para lá para marcar presença, ou, como muitas vezes tem acontecido, votam contra os interesses dos que nele confiaram.

A CDU, mesmo sem nenhum deputado eleito pelo distrito, tem trabalho feito. Sobre a região, a CDU apresentou 32 Projetos de Lei, 43 Projetos de Resolução, fez mais de 70 perguntas e requerimentos e mais de 60 visitas, reuniões e encontros, abordando aspectos relacionados com a produção nacional e a defesa dos sectores produtivos, a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa das funções sociais do Estado, o acesso à habitação e à justiça, a cultura, bem como a protecção e conservação da natureza.

É preciso romper o círculo vicioso de perda de população, perda de peso político e dificuldade em conseguir as políticas de investimento público e criação de emprego que fixem a população e desenvolvam o território. Não estamos condenados ao atraso, ao declínio, ao flagelo dos incêndios, aos baixos salários e à precariedade. E isso depende também das opções que são feitas no momento da eleição, na escolha de quem tem provas dadas na defesa do distrito, da região, dos seus trabalhadores e das suas populações. Todos os dias, e não apenas nas campanhas eleitorais. A lista que encabeço é representativa das lutas e aspirações do distrito. É composta por gente que honra a palavra dada, trabalhadora, honesta e competente, que não disputa lugares, que se apresenta para servir e não para se servir. Gente que conhece e ama a sua terra e que não vira a cara à luta. Estamos convictos de que é possível eleger. Não há vencedores antecipados. Se assim for, são os direitos dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens, das crianças e dos mais velhos que avançam e se reforçam. O voto é uma das armas que nos restam para fazermos ouvir a nossa voz e exigirmos um futuro melhor. Está nas mãos de cada um decidir!

*Ana Maria Leitão, cabeça de lista da CDU

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