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BeiraNews | Fevereiro 25, 2020

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BE avança com recolha de assinaturas no distrito de Castelo Branco para nacionalizar os CTT

BE avança com recolha de assinaturas no distrito de Castelo Branco para nacionalizar os CTT
José Lagiosa

“Os CTT desempenham, desde 1520, um papel essencial de coesão territorial, seja pelo serviço postal universal e distribuição domiciliária de correio, seja pelas atividades que entretanto se desenvolvem nas suas lojas, tais como o levantamento de pensões ou o pagamento de serviços essenciais (água, luz, comunicações, etc.)”, afirma o BE em comunicado.

Os bloquistas asseguram que “as estações CTT em algumas localidades são o único serviço público e de proximidade. O encerramento das mesmas diminui o emprego em áreas já castigadas pelo desemprego. No lugar das antigas estações de correio, instalam-se postos CTT em lojas nas quais as regras mínimas não são respeitadas e onde a confidencialidade das operações não está assegurada, nem o acesso a todos os serviços”.

A venda dos CTT com quase 500 anos de historia estava prevista no memorando da Troika, assinado pelo PS, PSD e CDS-PP.

“O governo entregou a empresa, que é de todos e todas, ao capital privado. O que é de todos passou a ser apenas de alguns”, lê-se no documento do BE.

Entre 2005 e 2012, a empresa acumulou lucros de 438 milhões de euros, valores que deixam de somar ao orçamento de estado após a privatização.

O Bloco de Esquerda defende a necessidade de nacionalizar a empresa CTT no seu todo e avançará com uma campanha de recolha de assinaturas para uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que conta na sua Comissão Representativa com nomes como Francisco Louça, Joni Ledo, Zuraida Soares ou Roberto Tavares.

O BE constata e acusa os CTT, Correios de Portugal de estar a encerrar balcões e a preparar novos despedimentos e a vender património valioso em nome da poupança operacional apesar da distribuição de lucros acima dos 60 milhões/ano, chegando a dividir pelos acionistas um valor superior aos resultados.

“A prestação do serviço universal e a sua concessão têm algumas obrigações, tais como a manutenção, desenvolvimento e exploração do conjunto de meios humanos e matérias necessários para garantir a prestação de serviços concessionados em todo o território nacional, assegurando a sua interoperabilidade, continuidade, disponibilidade e qualidade”, defende o BE.

“O Bloco de Esquerda agendou várias acções de recolha de assinaturas no distrito de Castelo Branco, que contará com a presença dos candidatos e das candidatas, nomeadamente no dia 10 de setembro em Alcongosta (Fundão), no dia 14 de setembro nas Docas de Castelo Branco e no dia 28 de setembro no Mercado da Covilhã”, anuncia no mesmo documento o partido.

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