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BeiraNews | Outubro 22, 2019

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Idanha-a-Velha tem o batistério mais antigo da Península Ibérica

Idanha-a-Velha tem o batistério mais antigo da Península Ibérica
José Lagiosa

A Universidade de Coimbra anunciou esta semana que uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra, de Vigo e da Corunha publicou um estudo que revela a data de construção dos dois batistérios de Idanha-a-Velha, identificando um deles como o mais antigo que se conhece na Península Ibérica.

Com base em análises físico-químicas e arqueológicas, foi possível situar a construção de uma das piscinas batismais na segunda metade do século IV, quando o território pertencia ao Império Romano.

O batistério é, até agora, “o mais antigo que se conhece na Península Ibérica, sendo um dos sinais mais recuados e importantes da presença do cristianismo no território atualmente português”, explica Pedro C. Carvalho, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

O estudo foi realizado no âmbito do projeto de investigação arqueológica Igaedis, atualmente em curso na aldeia histórica de Idanha-a-Velha, liderado por investigadores da Universidade de Coimbra e da Universidade Nova de Lisboa e enquadra-se num protocolo estabelecido entre essas universidades, o Município de Idanha-a-Nova e a Direção Regional de Cultura do Centro.

O artigo foi publicado na revista Archaeological and Anthropological Sciences.

Construídos junto das primeiras igrejas, os batistérios eram espaços onde se ministrava o sacramento do batismo por imersão, antecedendo as pias batismais que surgiram posteriormente, na Idade Média, mais concretamente no século XI.

Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia, foi sede episcopal durante o período suevo-visigótico, nos séculos V a VII, sendo um dos mais notáveis sítios arqueológicos portugueses.

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