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BeiraNews | Janeiro 29, 2020

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Mata recebeu Palestra promovida pela Real Associação da Beira Interior

Mata recebeu Palestra promovida pela Real Associação da Beira Interior
José Lagiosa

A Real Associação da Beira Interior, organizou uma palestra no dia 29 de Setembro, na antiga Escola Primária de Mata.

O evento teve o apoio da União de Freguesias de Escalos de Baixo e Mata, o orador convidado foi o professor, investigador, escritor e poeta natural de Mata, Manuel Barata e o tema da palestra abordado foi baseado no livro, “Mata – Um Falar Peculiar e Outras Curiosidades”.

Na Mesa esteve o orador, o presidente da União de Freguesias de Escalos de Baixo e Mata, Romeu Fazenda, o secretário da União de Freguesias de Escalos de Baixo e Mata, António Falcão Antunes e o vice-presidente da Real Associação da Beira Interior, Luís Duque-Vieira.

Manuel Barata após escrever o livro, “Mata – Um Falar Peculiar e Outras Curiosidades”, escreveu vários textos numa página do Facebook administrada por si, “Aldeia da Mata – Castelo Branco”, de onde sai um livro que aguarda a sua publicação, “Mata – Retratos à la Minuta”.

Manuel Barata apesar de não viver em Mata há mais de 50 anos, continua ligado fortemente à sua terra natal.

Manuel Barata falou da Mata dos anos 50, 60 e 70 do Século XX, da Mata que já não existe, que sofreu o êxodo da população para o estrangeiro e os grandes centros urbanos do país.

A escolaridade e a televisão também ajudaram a mudar as mentalidades da aldeia da Mata.

Havia expressões características de Mata que desapareceram.

Antes da emigração, a Mata tinha várias tabernas.

No tempo do autor dentro da aldeia da Mata existiam duas Matas distintas.

O primeiro café que apareceu em Mata foi em 1958, o proprietário era o Manuel Domingos Barata e esse café tinha já televisão.

Actualmente existem dois cafés em Mata, o que se justificava uma discriminação fiscal isentados de impostos, porque os dois cafés prestam um serviço público à aldeia e os seus proprietários têm dificuldades em manter os seus estabelecimentos.

A electricidade terá chegado à aldeia entre 1957 e 1958.

A toponímia da Mata têm nomes de santos, existe uma rua 1º de Dezembro e recentemente ruas com nomes de pessoas.

Os transportes públicos apareceram na Mata na década de 70 do Século XX, anteriormente eram utilizados transporte conduzidos por animais.

A azeitona era muito importante na actividade económica da Mata que possuía muitas oliveiras, o que justificava a existência de vários lagares a laborar na aldeia.

Havia dois ferreiros, um reparador de bicicletas, havia proprietários de juntas de vacas, ganhões e várias lojas que vendiam um pouco de tudo.

A Mata era uma terra sem água canalizada, dependente do chafariz para o abastecimento das várias casas.

As festas tinham um enorme significado para as gentes da Mata: Reis Magos, Entrudo, Páscoa, São Pedro, São João e Santa Margarida.

Vários eram os doces conectados com as festas, tais como: broas de mel, cavacas, pão-leve, bolo de chocolate…

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