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BeiraNews | Fevereiro 25, 2020

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Palestra subordinada à vida e obra de Diogo Pires decorreu na Biblioteca de Castelo Branco

Palestra subordinada à vida e obra de Diogo Pires decorreu na Biblioteca de Castelo Branco
José Lagiosa

A Real Associação da Beira Interior, organizou no dia 26 de Outubro, uma palestra subordinada ao tema “Já Leram a Poesia de Diogo Pires, Grande Amigo de Amato Lusitano?”.

O evento foi organizado na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco.

O orador convidado foi o professor, investigador e poeta António Salvado.

Na Mesa esteve o orador e o vice-presidente da Real Associação da Beira Interior, Luís Duque-Vieira.

Diogo Pires é um poeta Português do Século XVI, é um notável poeta novi-latino.

Diogo Pires escreveu as suas obras em latim, talvez por isso não seja um poeta tão famoso, pois não tem obras escritas em Português.

Diogo Pires nasceu no ano de 1517, terá nascido em Évora, e trilhara com o seu Amigo albicastrense Amato Lusitano as vias da diáspora europeia, ambos eram judeus. Diogo Pires viveu em vários lugares: Antuérpia, Ferrara e Ragusa (actual Dobrovnik), faleceu em 1599 em Ragusa.

Diogo Pires teve uma infância muito feliz apesar de ser cristão-novo, mais tarde matricula-se na Universidade de Salamanca, onde também esteve o seu primo Amato Lusitano.

Diogo Pires e Amato Lusitano eram grandes amigos.

O poeta Diogo Pires, em Antuérpia dedica-se ao comércio tal como o seu pai e o seu irmão, mas continua a escrever os seus poemas.

Em Lovaina Diogo Pires, convive com o grande humanista Português Damião de Góis.

Diogo Pires, diz ter estudado em Paris, vai publicando poemas em floritégios colectivos.

Em 1540 Diogo Pires e Amato Lusitano seguem para Ferrara, pois o Duque de Ferrara é um homem tolerante perante os judeus, a família de Diogo Pires encontra-se em Ancona a desenvolver a sua actividade comercial, no entanto a sua família acaba por ser perseguida pelo flagelo da Inquisição.

Diogo Pires, chega a estar em Constantinopla onde os judeus são tolerados pelo Sultão Solimão.

O pai de Digo Pires é queimado pela Inquisição, pois não quis renunciar a sua Fé.

Solimão, o magnifico, apesar de ser muçulmano, envolveu-se a título pessoal em difíceis negociações com o Papa relativamente aos cristãos-novos.

Diogo Pires depois de uma vida muito agitada, vive 40 anos em Ragusa, onde mantém relações com as famílias mais notáveis da cidade.

Contudo, vai fazendo várias viagens, continua ligado ao comércio e terá exercido medicina.

Durante a palestra foram lidos poemas por parte de António Salvado, Manuel Costa Alves, Maria de Lurdes Barata (Milola) e Maria de Lurdes Riscado Gonçalves.  

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