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BeiraNews | Abril 6, 2020

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Assembleia Municipal de Lisboa rejeita políticas com base na ciência

Assembleia Municipal de Lisboa rejeita políticas com base na ciência
José Lagiosa

Com esta votação, a Assembleia Municipal de Lisboa demonstrou, mais uma vez, não estar do lado da ciência

A Assembleia Municipal de Lisboa rejeitou, na passada terça-feira, 12 de novembro, uma recomendação “Pela promoção da saúde e do conhecimento científico a nível municipal”, com votos contra de PS, PAN, PSD e de alguns deputados independentes.

Em causa estava uma recomendação para que a Câmara Municipal de Lisboa tivesse em consideração estudos científicos e técnicos na elaboração de políticas públicas e que retirasse apoios a práticas que não são reconhecidas pela comunidade científica internacional como cientificamente válidas, nomeadamente as designadas “medicinas alternativas”.

Com esta votação, a Assembleia Municipal de Lisboa demonstrou, mais uma vez, não estar do lado da ciência, validando o apoio da Câmara Municipal a práticas “terapêuticas” cuja evidência científica é escassa ou nula, uma posição que o LIVRE repudia.

A Deputada Municipal Patrícia Gonçalves, uma das proponentes da recomendação

Permitir que a Câmara Municipal de Lisboa continue a apoiar eventos com atividades com claros riscos para a saúde, como “óleos essenciais para curar o cancro” ou “cromoterapia – o poder curativo da cor”, é um exercício que pode levar ao engano muitas cidadãs e cidadãos desta cidade. 

 “Da nossa parte não podemos deixar de registar e estranhar os apoios a estas práticas e questionamo-nos se a postura da Câmara seria a mesma perante o eventual surgimento de uma “Engenharia alternativa” ou de uma “Geologia ou uma Climatologia alternativas”, afirmou a Deputada Municipal Patrícia Gonçalves no plenário da Assembleia Municipal de Lisboa, momentos antes de a Recomendação ser rejeitada. 

Os Deputados Municipais proponentes desta recomendação continuarão a lutar por políticas baseadas na evidência científica e no melhor conhecimento técnico para o Município de Lisboa.

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