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BeiraNews | Dezembro 11, 2019

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Idanha captou 60 Milhões de Euros para projetos de base rural

Idanha captou 60 Milhões de Euros para projetos de base rural
José Lagiosa

Balanço apresentado no i-Danha Food Lab, em Monsanto

Nos últimos três anos, Idanha-a-Nova assegurou 59,2 milhões de euros de investimento direto e indireto para o desenvolvimento de projetos de base rural no concelho.

Os números foram apresentados no 4º evento anual i-Danha Food Lab, que juntou de 8 e 10 de novembro em Monsanto, a Aldeia mais Portuguesa de Portugal, mais de 200 peritos, investigadores, PME, startups e investidores, de várias partes do mundo, empenhados em construir o futuro do desenvolvimento rural e da produção alimentar saudável e sustentável.

O i-Danha foi organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e aaceleradora de base tecnológica Building Global Innovators (BGI),com o alto patrocínio do Instituto Europeu da Inovação e Tecnologia e teve honras de abertura e encerramento por membros do Governo.

O evento inseriu-se no programa do evento Histórias da Aldeia, Entre a Noite e a Madrugada”, do ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa”, promovido pela Rede das Aldeias Históricas de Portugal.

No discurso de encerramento, o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, elogiou Idanha por estar alinhada com a visão que o Governo pretende para a agricultura e áreas rurais: “A sustentabilidade é, hoje, algo imperativo, num contexto marcado pelos efeitos inegáveis das alterações climáticas e pela necessidade de adaptação. Aqui, entre os empreendedores, investidores, empresas e startups presentes, gostaria de louvar o i-Danha Food Lab pelo seu espírito inovador, empreendedor, disruptivo e jovem”.

O governante enalteceu a capacidade de zonas rurais como Idanha para dinamizar projetos sustentáveis que “empregam pessoas e atraem mais empreendedorismo, contribuindo para promover o desenvolvimento e a coesão territorial, contrariando o despovoamento e trazendo rejuvenescimento. Idanha pode ser o lugar para recomeçar a agricultura nacional, testar novas soluções e levá-la mais longe”.

A aliança entre a agricultura e a tecnologia – que está na origemdo i-Danha Food Lab – foi referida pelo secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural como decisiva para promover uma gestão mais sustentável dos recursos disponíveis e uma alimentação mais saudável, mas também os benefícios da agricultura biológica foram destacados por Nuno Russo para elogiar o espírito visionário de Idanha-a-Nova, “por ser considerada Bio-Região, a primeira de Portugal”.

Armindo Jacinto, presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, explicou então a estratégia de desenvolvimento para o território: “Com o i-Danha Food Lab estamos a conseguir alavancar muitas ideias e soluções inovadoras, bem como a incutir muita esperança a quem quer apostar nas temáticas da alimentação e da sustentabilidade. Em especial, é empolgante verificar que são as gerações mais jovens a liderar uma nova visão do mundo com a qual Idanha está claramente alinhada, através do investimento que nos é reconhecido pela Rede Internacional de Bio-Regiões e mesmo pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), que este verão também veio aqui a Monsanto para debater estas temáticas”.

Não por acaso, na abertura do i-Danha Food Lab, presidida pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira afirmou que municípios como Idanha-a-Nova representam “excelentes exemplos de que são as gentes do interior quem mais sabe o que fazer para valorizar os seus territórios, porque são elas que têm a criatividade, a energia e o empenho suficientes para dinamizar projetos que marcam a diferença nos territórios e tornam o país mais coeso e sem assimetrias”.

Números mostram resultados muito positivos

A Câmara de Idanha-a-Nova defende há muito a valorização do Mundo Rural, para que seja olhado como um território de oportunidades, de captação de gente jovem e investimento, de inovação tecnológica e social, no sentido de contribuir para o desenvolvimento sustentável de Portugal.

Alinhado comas estratégias do Governo para desenvolver as regiões rurais, Armindo Jacinto anunciou no i-Danha Food Lab os resultados muito positivos do caminho trilhado por Idanha: “Os números mostram que estamos a atingir fluxos migratórios positivos no concelho de Idanha-a-Nova, pela primeira vez nos últimos 70 anos. Esta inversão migratória significa que hoje começam a mudar-se mais pessoas para este territóriorural do que as que saem: ou seja, aqui temos futuro com qualidade de vida, sustentabilidade ambiental e uma economia competitiva”.

Com efeito, além do investimento assegurado já atingir os60 milhões de euros – incluindo projetos empresariais acelerados pelo i-Danha Food Lab, mas também outros que se têm fixado em Idanha-a-Nova –, também o número de postos de trabalho criados nos últimos anos já atinge o meio milhar.

Na apresentação dos resultados, o CEO da BGI, Gonçalo Amorim, fez o balanço do investimento já captado, mas lembrou também “o impacto na criação de centenas de postos de trabalho, nos impostos arrecadados por via das transações e por toda a economia que é gerada em torno destes projetos, bem como a utilização de milhares de hectares que estavam subaproveitados ou sem utilização”.

Para o CEO da BGI, aceleradora oriunda do programa MIT Portugal, “Idanha está num movimento imparável e desafia-nos a todos a embarcar neste ‘comboio verde’, como já foi batizado, mágico nas oportunidades que gera. Com este novo sucesso do i-Danha Food Lab acreditamos que conquistámos ainda mais pessoas para o movimento, que junta indivíduos, empresas e instituições interessadas nas temáticas da sustentabilidade, da alimentação saudável e da preservação do planeta que habitamos, que está doente e queremos ajudar a recuperarcom a nossa inteligência e as nossas iniciativas”, concretizou o CEO da BGI.

O i-Danha Food Lab inseriu-se no “Histórias da Aldeia, Entre a Noite e a Madrugada”, evento do ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa”, promovido pela Rede das Aldeias Históricas de Portugal. Foi cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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