Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Dezembro 8, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Na Casa do Arco do Bispo recebe “Monsanto” de Raúl Mendonça a partir de dia 9

Na Casa do Arco do Bispo recebe “Monsanto” de Raúl Mendonça a partir de dia 9
José Lagiosa

Integrado nas comemorações do centenário do nascimento de Fernando Namora a Junta de Freguesia de Castelo Branco vai inaugurar, no próximo dia 9 de Novembro, sábado, pelas, 18 horas, na Casa do Arco do Bispo, a mostra: “Monsanto e Namora Horizontes duma amizade no tempo” do pintor Raúl Mendonça.

O escritor Fernando Namora é um património literário nacional, mas também é um referencial da identidade literária do nosso concelho. Queremos valorizar essas ligações entre estes vultos e o território”, refere Leopoldo Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia.

Fernando Namora nasceu em 1919 em Condeixa-a-Nova e faleceu em Lisboa em1989.

Médico de profissão foi autor de uma extensa obra, bastante divulgada e traduzida em várias línguas nas décadas de 70 e 80 do século XX.

Alguns dos seus livros foram adaptados ao cinema.

Exerceu clínica em Tinalhas, concelho de Castelo Branco em 1943, antes de se fixar em Monsanto, aldeia central em toda sua obra.

Raúl Mendonça

As paisagens físicas e humanas da Beira Baixa influenciaram e estão presentes em muitos dos seus títulos como “Casa da Malta”, “Minas de San Francisco” ou “Retalhos da Vida de um Médico”.

A mostra apresentará alguns dos espaços vividos por Namora pelo pincel de Raul Mendonça, uma descoberta do escritor, que foi um grande amigo de Fernando Namora.

Raúl Martins Mendonça, filho de pedreiro nasceu e cresceu em Monsanto.

Considerado um verdadeiro homem dos sete ofícios, desde cedo se dedicou à pintura, ao artesanato e à arte de moldar o granito.

Sobre a sua pintura escreveu Afonso Almeida Brandão: “sob a aparência de uma dupla linguagem criadora repartida pela Pintura e pela Escultura, de cores cativantes no que se refere à pigmentação e de esboços sedutores, no que respeita aos vários tipos de pedra com que são trabalhadas as esculturas, ambos de leitura sedutora e técnica harmoniosa, constitui trabalho denso, rico de desenho, recheado de perspetivas, de correlações tão-só apontadas ou apenas intuídas, de desafios, de ângulos inesperados de propostas ou de descoberta, seja qual for a modalidade em que esteja a trabalhar”.

Leopoldo Rodrigues anuncia ainda para breve a promoção de ações destinadas a dar a conhecer a obra literária de Namora junto do público da cidade como um passeio literário e um recital poético destinado à comunidade “pretendemos ainda plantar duas árvores ‘namorianas’. Uma no bosque dos poetas, Parque da Cidade, e a outra na rua da cidade que tem o nome do escritor. A literatura e a poesia fazem parte da vida nossa cidade”.

A mostra faz parte do programa das XXXIas Jornadas de Medicina na Beira Interior, apoiadas pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal de Castelo Branco dedicadas este ano a Amato Lusitano e a Fernando Namora.

Comentar