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BeiraNews | Novembro 12, 2019

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Ponto de Vista… por António Justo

Ponto de Vista… por António Justo
José Lagiosa

Administradores infiéis querem mais privilégios para a administração pública!

Políticos fracos, em vez de se preocuparem em fazer boa política para o país, procuram fazer uma política de clientelas e, como foi no caso da Geringonça, assegurar a sua possível freguesia concedendo privilégios aos funcionários do Estado. Afinal, essa política parece continuar, quando o “Público” diz que a ministra da Administração Pública quer facilitar a pré-reforma a funcionários do Estado que não faltem ao trabalho, para deste modo impedir a falta de moral laborar em muitos empregados públicos.

António Justo

Não têm os funcionários estatais um dever especial para com o Estado?

Incentivos para o cumprimento do dever conseguidos à custa do dinheiro do contribuinte, não deveriam ser medida aceite, também porque prejudica a imagem de um Governo que tende a beneficiar os trabalhadores do Estado em relação aos outros numa política partidária de colagem ao Estado. Já não chegam as 35 horas de trabalho para o serviço público, quando no privado são quarenta?

A medida da redução das 40 para 35 horas foi partidária, antinacional e de consequências muito graves para um Estado deficitário com um PNB inferior ao PIB. Na pobre Alemanha os funcionários trabalham 40 horas semanais.

Portugal anestesiado

A política do dinheiro barato que favorece devedores e castiga poupadores, foi iniciada por Draghi (BCE) para salvar o Euro e com ele os países de fraca produtividade; impediu assim, por um lado, grandes crises político-sociais nos países do Sul , mas, por outro lado, em países como Portugal, a classe governante em vez de se aproveitar da situação do dinheiro barato e da compra de dívidas soberanas por parte do BCE, para se dedicar responsavelmente ao desenvolvimento  económico do país e desembargar o futuro das gerações jovens, o governo, iludiu o povo com a abundância do dinheiro fortalecido e  vindo de fora, apresentando-se como grande benemérito, quando essa abundância é meramente artificial e sem mérito; por outro lado o governo como não investe na produção vinga-se no operariado mantendo os ordenados muito baixos para poder compensar a não produtividade com o trabalho barato, o único factor que favorece a competitividade portuguesa a nível de comercialização de bens a nível internacional (O outro factor compensador  é o turismo e as remessas dos emigrantes). Esta fraude a um operariado português desatento não foi notada por este. A irresponsabilidade governamental da Geringonça a ser continuada no novo governo de António Costa, será desmascarada em pouco tempo, porque na segunda legislatura o povo desatento começará a sentir as falhas da primeira legislatura. A desinformação do público português, na sua generalidade, criou uma atmosfera de país anestesiado.

A iniciativa de premiar quem cumpre até dá a impressão que trabalho é coisa estranha para os nossos governantes e os leva a serem maus administradores!

A respeito destas coisas, o evangelista Lucas (16:1/8) refere a parábola de Jesus em relação ao administrador infiel: “Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por estar dissipando os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não podes ser administrador! O administrador então refletiu: que farei, uma vez que, meu senhor, me retire a administração? Cavar? Não posso. Mendigar? Tenho vergonha… Já sei o que vou fazer para que, uma vez afastado da administração, tenha quem me receba na própria casa.

Convocou então os devedores do seu senhor um a um, e disse ao primeiro: quanto deves ao meu senhor? Cem barris de óleo, respondeu ele. Disse então: toma tua conta, senta-te e escreve depressa cinquenta. Depois, disse a outro: E tu, quanto deves? – Cem medidas de trigo, respondeu. Ele disse: toma tua conta e escreve oitenta.

E o senhor louvou o administrador desonesto por ter agido com prudência. Pois os filhos deste século são mais prudentes com sua geração do que os filhos da luz”.

*António da Cunha Duarte Justo

In Pegadas do Tempo , https://antonio-justo.eu/?p=5670

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