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CTT privatizados viram costas aos portugueses

Os CTT, cujo processo de privatização teve início, em 2011 e cuja conclusão (100%), aconteceu em 2014, para além dos cerca de 909 milhões de euros que deram ao Estado, têm tido um custo elevado para os contribuintes utilizadores dos serviços da empresa.

Desde a sua privatização completa, a qualidade dos serviços da empresa têm vindo a decrescer, na sua qualidade funcional com prazos de entrega de correspondência a aumentar para valores perfeitamente descabidos para um serviço desta natureza.

José Lagiosa

Não são, infelizmente raros, casos onde os clientes se queixam de prazos de entrega demasiado longos para os parâmetros anteriores à privatização e comparativos com as suas congéneres europeias.

Senão vejamos a experiência de uma carta em correio normal, depositada na estação de Castelo Branco que demorou, a ser entregue em Moscavide, concelho de Loures, distrito de Lisboa, 21 dias, (vinte e um dias, sim leram bem).

E como este, são muitos os casos reportados quer aos serviços quer em inúmeros fóruns.

Mas para além da depreciação da qualidade dos serviços, nas mais variadas vertentes, os serviços comerciais dos CTT, com a aprovação da respetiva administração tem vindo a aplicar inúmeros aumentos em serviços que são, maioritariamente de interesse público, desvirtuando um serviço supostamente universal.

Senão vejamos um exemplo típico da minha afirmação.

O Serviço de Reexpedição (da morada inicial para outra indicada pelo cliente, pelas mais variadas razões), por três meses, que no início de 2016 custava ao cliente, 22,88€ com IVA incluído, passou em Julho de 2017 para 27,68€, incluindo igualmente o IVA.

Já em finais de Setembro 2019 subiu, desta feita para 29,52, com IVA igualmente incluído, valor que se manteve até e caso inaudito, em dezembro de 2019 disparou para os 79,95€ (IVA incluído), valor surreal para este tipo de serviço.

Foi só, um aumento superior a 270%!!! Em pouco mais de três anos atingiu cerca de 300%.

Pois é o Estado arrecadou os milhões, não precaveu este tipo de comportamentos comerciais, para um serviço que por definição é de serviço público e continuamos a ter estes gestores perfeitamente loucos, que só o são, porque quem autorizou e concretizou a operação de privatização, não acautelou os elementares direitos dos contribuintes.

Face a este, aumento só podemos dizer BASTA!

Há que pedir explicações ao ministro que tutela esta área.

E temos que exigir uma de duas coisas: ou a reprivatização imediata dos CTT por violação contratual, já que não justificação para um aumento desta natureza e dimensão ou publicar uma autorização legislativa para a criação de um serviço de correios privado alternativo de forma a existir uma sã e lógica concorrência que condicione estes abusos e atropelos, levados a cabo pela atual administração dos CTT.

Cá estaremos para o que der e vier. Uma coisa é certa, não calaremos a nossa voz e faremos junto das entidades e serviços competentes, bem como no Portal da Queixa a denúncia destes abusos!

*José Lagiosa, diretor Beiranews

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