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Exposição nos Paços do Concelho da Sertã é “uma viagem pelas imagens”

Fotografias finalistas do 3.º Prémio Internacional «Santiago Castelo» em destaque

Os Paços do Concelho da Sertã receberam, no passado dia 16 de janeiro, a inauguração da exposição alusiva ao 3.º Prémio Internacional de Fotografia «Santiago Castelo», que estará patente neste local durante as próximas semanas.

A exposição é da responsabilidade do Centro UNESCO da Extremadura e conta com a colaboração da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, da CCDR Alentejo, da Eurorregião EUROACE e da Junta da Extremadura.

José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, discursou durante a cerimónia de inauguração, referindo que a exposição de fotografia é “de enorme qualidade”, sendo uma “oportunidade única para ficar a conhecer melhor um conjunto de trabalhos, que refletem e problematizam sobre o património da região Centro de Portugal e do Alentejo e também da Comunidade Autónoma da Extremadura, de Espanha”.

O autarca sublinhou que nesta mostra “somos convocados para uma viagem pelas imagens, num local cheio de significado e cuja monumentalidade foi brilhantemente traçada pelo conhecido arquiteto Cassiano Branco. Este é um local impregnado de luz, a matéria prima da fotografia. Daí que faça todo o sentido esta exposição neste local”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal da Sertã lembrou, durante a sua intervenção, a “ligação umbilical” do Concelho à fotografia, invocando nomes que estão direta ou indiretamente associados ao Município, designadamente o pioneiro da fotografia portuguesa Carlos Relvas, o grande impulsionador da imagem e do cinema documental Silvino Santos, assim como José Maria de Alcobia, Olímpio Craveiro e Sarmento Nunes.

Também presente nesta inauguração esteve o espanhol José Luis Bernal Salgado, presidente do Centro UNESCO da Extremadura, que não poupou elogios à Sertã, notando que é de “um acerto absoluto” a exposição decorrer “nesta vila situada no coração de Portugal”.

José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã

José Luis Berrnal Salgado frisou que a exposição demonstra que “não há fronteiras entre Portugal e Espanha. As fronteiras entre os dois países são invisíveis e o Prémio Internacional de Fotografia «Santiago Castelo» é sintomático disso mesmo. Somos convidados nesta exposição a olhar as 30 fotografias finalistas deste prémio, que teve como tema o património cultural e natural da eurorregião EUROACE”.

O vencedor do 3.º Prémio Internacional de Fotografia «Santiago Castelo», Sebastián Martín Ruano, marcou igualmente presença na cerimónia que decorreu ao final da tarde no salão nobre dos Paços do Concelho da Sertã.

O fotógrafo espanhol, que conquistou o galardão máximo deste prémio, com a obra «Al despertar ví un avión. Menir do Outeiro», falou da influência de Portugal no seu trabalho e contou um pouco da história da foto que lhe deu a vitória: “É uma imagem captada em Monsaraz e que permite inúmeras leituras. Temos um menir, que está preso ao chão, que criou raízes. E depois temos um avião que sobe na direção do céu. Há aqui uma tentativa de construir um horizonte de esperança, através da ideia das raízes e da modernidade”.

António Veiga Simão, vice-presidente da CCDR Centro e presidente da Eurorregião EUROACE, lembrou as palavras de Sebastián Martín Ruano e frisou “a importância das raízes e da esperança”, destacando a utilidade da fotografia e a sua ligação com “o nosso presente e o nosso passado”. Invocando o “património que o Concelho da Sertã tem ao nível da fotografia”, António Veiga Simão lançou o desafio para o Município “externalizar esse trabalho”, através da recolha sistemática da obra dos vários fotógrafos citados e “da organização de exposições”.

Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã foi pequeno para o público que quis acompanhar a cerimónia

Programa comum

A diretora regional de Cultura do Centro (DRCC), Suzana Menezes, aproveitou a sua intervenção nesta cerimónia para anunciar os resultados de uma reunião tripartida, que decorreu durante a tarde do dia 16 de janeiro, na Sertã, e que “procurou definir uma estratégia, que consiga afirmar conjuntamente a região Centro, o Alentejo e a Extremadura espanhola ao nível da programação cultural”.

Sem levantar muito o véu sobre os resultados da reunião, Suzana Menezes fez um “balanço positivo” e diz que estão criadas as condições para “construir um programa cultural comum às três regiões e que possa circular por estes territórios”.

Esta responsável deu ainda os parabéns à Câmara Municipal da Sertã pelo “dinamismo” demonstrado, sobretudo após a primeira reunião que Suzana Menezes teve com várias autarquias, há cerca de um ano, logo depois de tomar posse do cargo: “Há um trabalho importante que foi feito e que dará frutos em breve”, lembrou.

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